Beatriz Aguiar/Pardal Thec
A retomada do Exame Nacional do Ensino Médio como forma de certificação do ensino médio reacendeu a apreensão entre candidatos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada.
A retomada do Exame Nacional do Ensino Médio como forma de certificação do ensino médio reacendeu a apreensão entre candidatos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada. Com o início das matrículas previsto para fevereiro, estudantes temem perder a vaga por ainda não conseguirem comprovar oficialmente a conclusão dos estudos.
A regra, válida para maiores de 18 anos, exige desempenho mínimo de 450 pontos em cada prova objetiva e nota superior a 500 na redação. Embora o critério tenha sido restabelecido após quase uma década, o processo de emissão do certificado ainda não está plenamente operacional, o que gerou dúvidas e desinformação entre os candidatos.
Segundo o Ministério da Educação, a solução será a criação de um aplicativo específico para a emissão do certificado digital. A ferramenta, desenvolvida pelo Inep, deve ser lançada no fim de fevereiro, com início das solicitações previsto para 2 de março.
De acordo com o presidente do Inep, Manoel Palacios, o sistema permitirá que o estudante solicite o certificado usando a conta gov.br, sem necessidade de comparecer presencialmente a secretarias de educação ou institutos federais. O próprio sistema fará a verificação automática da idade e das notas antes de liberar o documento.
Diante do descompasso entre o calendário de matrículas e a liberação do certificado, o MEC informou que irá orientar as instituições de ensino superior a não impedirem a matrícula dos aprovados que ainda estejam aguardando o documento. A intenção, segundo a pasta, é evitar prejuízos acadêmicos causados por atrasos tecnológicos.
Enquanto isso, muitos estudantes relatam dificuldade para obter informações. Consultas a sites oficiais resultam em links inativos, e unidades educacionais ainda não sabem orientar sobre o procedimento. O Inep reconheceu que o material informativo sobre o novo sistema ainda está em elaboração e confirmou que, até o momento, apenas o Instituto Federal de São Paulo está integrado à plataforma.
Quando estiver em funcionamento, o processo será dividido em etapas. Após a validação automática dos dados, o estudante escolherá uma instituição responsável por homologar o pedido. O certificado será então assinado digitalmente e receberá um código de autenticidade, permitindo verificação pelas universidades. O documento poderá ser baixado no celular ou enviado por e-mail.
Até lá, a recomendação oficial é que os candidatos acompanhem as orientações do MEC e das universidades e não deixem de realizar a matrícula dentro do prazo, mesmo sem o certificado em mãos. Se quiser, posso simplificar para formato serviço, criar um passo a passo para estudantes ou adaptar para editoria de educação.
