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RONDONOPOLIS: Homenagem póstuma: Há 16 anos, Rondonópolis perdia o repórter Chico Alves

Nessa segunda-feira, 25 de agosto de 2025, faz 16 anos que a cidade de Rondonópolis perdia Francisco Alves de Campos. Ele faleceu no Hospital Regional “Irmã Elza Giovanella” onde estava internado. Profissional multifacetado para a época, foi jornalista, radialista, repórter policial, narrador esportivo, massagista e presidente de escola de samba.

Natural de Poxoréu, Chico Alves nasceu em 3 de dezembro de 1959. Em 1978, mudou-se para Rondonópolis, onde passou a residir e seu primeiro trabalho foi na área esportiva.

Chico teve três filhos: Yuri Gagarin Marcelino Alves e mais dois de seu casamento de 25 anos com a agente policial Maria Aparecida Ferreira – Moisés Ferreira Alves e Messias Ferreira Alves. Além dos filhos, ele tinha netos.

Dono de um timbre de voz eloquente, o profissional destacou-se pelos corajosos enfrentamentos colocados nos assuntos e cobranças que fazia em seus programas policiais, principalmente em relação à marginalidade, inclusive tendo recebido inúmeras ameaças de morte em decorrência de sua postura corajosa quando se tratava dessa área.

Chico Alves fez história no rádio rondonopolitano por mais de duas décadas (Foto – Acervo da família)

Seus programas eram sucesso certo, foi ele quem introduziu na mídia falada o popular programa “Na Boca do Povo” e a figura do repórter policial através do programa “Ronda Policial”. Ambos eram líderes de audiência em seus horários, transmitidos na Rádio Amorim Juventude AM 660 Khz e na Rádio Clube AM 930 Khz (emissoras extintas).

Paralelamente, Chico Alves colaborava com jornais locais e de outras cidades com matérias policiais, cujos dados conseguia reunir em razão do acompanhamento que fazia junto às equipes policiais que atendiam as ocorrências.

O comunicador ficou conhecido pelos bordões que proferia ao encerrar seus programas policiais diários:

“Se não queres que eu fale de você, não deixe o fato acontecer. Se acontecer, eu falo doa a quem doer. Só tem medo da verdade, quem dela se esconde”.

“Quero morrer com os meus inimigos que tenho hoje, que são muitos, mas se algum dia um deles tornarem meu amigo, serei eu um canalha a mais na sociedade. E pensando assim, eu e você, um dia talvez possamos fazer deste continente um país melhor.

“Eu mato a cobra e mostro a cobra, porque o pau pode ser qualquer um. Eu sou o Chico Alves e aqui no programa o pau cai a fôia”.

Era um profissional pontual. Às 7h iniciava o programa radiofônico “Ronda Policial” e finalizava às 8h. Além do programa policial, o comunicador conduzia o programa “Na Boca do Povo” com debates políticos e a participação de diversas autoridades locais. Polêmico, o programa ia ao ar aos sábados, das 8h às 11h pela Rádio Juventude.

Junto com nomes que fizeram história na radiofonia de Rondonópolis, Chico fez parte de um time de profissionais que vestia a camisa, como o saudoso jornalista e chefe de jornalismo da Rádio Amorim, Domingos Neto, com o qual dividia a audiência na emissora, bem como outros nomes com quem trabalhou na Rádio Clube.

Chico Alves apresentando o programa “Ronda Policial”, na extinta Rádio Amorim Juventude AM (Foto – Acervo pessoal da família)

PASSAGEM NA TV

Além do rádio, Chico Alves também teve passagem na TV Rondon – repetidora da antiga Rede Manchete. Em 1995, o profissional da comunicação trabalhou como apresentador e repórter gravando matérias policiais para o apresentador João Gomes.

Na época, a emissora pertencia ao Grupo Futurista de Comunicação e era liderada pela professora Izabel Pinto de Campos, esposa do ex-governador de Mato Grosso Júlio José de Campos.

Um dos acontecimentos que marcou o jornalismo policial de Chico Alves foi o assalto ao Banco do Brasil, ocorrido em 1998, na cidade de Rondonópolis. A equipe da TV Rondon estava próxima da agência quando ouviu os primeiros disparos de grosso calibre.

O repórter deparou com um dos assaltantes que estava fortemente armado com um fuzil, ficando a cerca de dez metros de distância frente a frente com o criminoso narrando com exclusividade o fato. Na época, a reportagem gravada repercutiu em todo o estado de Mato Grosso e deu destaque à sua carreira no jornalismo policial.

Em meados de 2000, o radialista chegou a trabalhar nas rádios Sul Mato-grossense AM em Poxoréu e Moreninhas FM de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Chico Alves fez história no rádio rondonopolitano por mais de duas décadas, deixando um legado de admiração de muitos que diariamente sintonizavam as ondas das emissoras de rádio locais, para ouvir as notícias que tinham acontecido no submundo do crime.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO

Chico Alves morreu aos 50 anos de idade, no dia 25 de agosto de 2009, vítima de um câncer de fígado. O corpo do radialista foi velado na União Familiar de Rondonópolis. O sepultamento ocorreu às 10h do dia seguinte, no Cemitério Parque Jardim Santa Cruz, na BR-364, saída para Pedra Preta.

Créditos Jornal a Tribuna Rondonopolis

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