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O Pelé da Comunicação: Um ano sem Silvio Santos, como o SBT perdeu audiência, direção e rumo

Neste domingo (17), completa-se um ano da morte de Silvio Santos (1930-2024). O comunicador não era apenas o dono do SBT: era a figura central que ditava o tom, a programação e o espírito da emissora. Sua ausência, mais do que simbólica, escancarou fragilidades estruturais que já vinham se acumulando nos bastidores. 

Ao longo dos últimos 12 meses, as mudanças na grade e nas lideranças do SBT não conseguiram reverter a queda de audiência –e, em alguns casos, parecem ter apenas acelerado o desgaste.

A emissora passou por reestruturações significativas mesmo antes da partida de Silvio, que já escancaravam o peso do seu afastamento. Entretanto, a queda foi ainda mais rápida depois que o empresário morreu: diretores históricos deixaram o SBT, áreas inteiras foram reformuladas, e a programação sofreu alterações bruscas, que beiram o desespero.

A promessa era dar gás à programação e modernizar a imagem da TV. Na prática, o resultado é uma grade inconsistente, com apostas tímidas e uma dependência de reprises, especialmente de novelas mexicanas e Chaves, que muitas vezes salvam o SBT de ficar no quarto lugar de audiência.

No campo digital, o sinal de alerta soou ainda mais alto nas últimas semanas. Em 8 de agosto, o SBT demitiu Carolina Gazal, diretora de produção multiplataforma e uma das responsáveis pela criação da plataforma de streaming +SBT. O projeto, que pretendia reposicionar o canal no ambiente digital, acumulou um prejuízo estimado em R$ 70 milhões.

Apesar do rombo nas finanças, a demissão de Carolina simboliza um momento crítico: o SBT abriu mão de uma das poucas lideranças que tentavam conduzir a empresa para o futuro. É um gesto que reforça a percepção de que a emissora está presa a um modelo antigo e não parece exatamente disposta a dialogar com a maneira como o público consome conteúdo hoje.

Sem Silvio Santos, o SBT perdeu mais do que um rosto. Perdeu um líder, o eixo que mantinha a sua programação coesa e a clareza estratégica que, mesmo com improvisos, sustentava sua identidade. Agora, a emissora parece oscilar entre a nostalgia e o improviso, sem construir uma proposta clara para competir contra a Globo, a Record e até mesmo a Band. Se quiser evitar um declínio irreversível, o SBT precisará fazer mais do que cortar gastos e reexibir sucessos do passado. Será necessário investir em conteúdo novo, reaproximar-se do público jovem e reposicionar sua presença digital. Um ano depois, a maior lição que a ausência de Silvio Santos deixa é clara: tradição sem inovação não assegura sobrevivência.

GIULIANNA MUNERATTO

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