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Mais votado no Nortão, Dilmar atribui reeleição a trabalho e destaca representação do interior

Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo)

05/10/2026 14:38

Reeleito deputado estadual com 56.294 votos, Dilmar Dal Bosco avaliou positivamente, hoje, em entrevista ao Só Notícias o crescimento de cerca de 14 mil votos que teve em relação à eleição passada. Ele foi o mais votado no Nortão e se reelegeu com a 5ª maior votação, entre os 24 parlamentares. “Tenho trabalhado no Estado de Mato Grosso os quatro anos. Eu não sou um deputado que vai só no período da eleição visitar municípios para conquistar o voto necessário para uma eleição. É um orgulho ter recebido 56.294 votos. Significa que eu trabalhei, me dediquei muito no mandato e eu subi 14 mil votos a mais do que na eleição passada”, avaliou.

Segundo o deputado, a estratégia foi manter contato com os municípios ao longo de todo o mandato. “Eu trabalho os quatro anos de mandato visitando todos, praticamente todos os municípios do Estado de Mato Grosso, por isso que eu tive uma expressão de voto. Fiz 49 mil votos fora da minha cidade. Significa que as pessoas acreditaram, como Santa Carmem, Vera, Feliz Natal, Cláudia, União do Sul, Marcelândia. Esses municípios todos, eu acho que eu fui o mais votado. Então significa que o meu trabalho foi um trabalho que ajudei o meu Estado de Mato Grosso, que ajudei os municípios do Mato Grosso”.

Ele também atribuiu parte do resultado ao apoio da família, amigos e eleitores, ressaltando que, segundo sua avaliação, não contou com apoio do governador, vice-governador ou senadores durante a campanha. “Saio feliz, sim, desta campanha que teve um envolvimento forte da minha esposa, das minhas filhas, dos meus familiares, dos meus amigos.“Na minha campanha não tive apoio do governador, do vice-governador, de nenhum senador. É Deus, a minha família, os meus amigos, as pessoas que acreditam no meu trabalho”.

Com a eleição de 24 deputados para a legislatura que começa em 2027, Dilmar afirmou que pretende analisar o perfil dos novos parlamentares antes de discutir a formação da nova base governista. Ele destacou que muitos dos eleitos têm perfil de direita e relações políticas com o governador Otaviano Pivetta. “Eu vou fazer uma leitura dos novos que vão entrar agora para a gente entender qual que é o perfil de cada um, como é que nós vamos poder contar dentro da Assembleia Legislativa. Eu vejo que muitas pessoas de direita também entraram para dentro, pessoas que têm relacionamento com o próprio governador Otaviano Pivetta”.

Dilmar citou como exemplos a esposa do prefeito de Cuiabá (Samantha) e a esposa do prefeito de Rondonópolis (Alessandra Ferreira), eleitas para a Assembleia, e afirmou: “Já deve vir para a base do governo a partir de 2027.

Questionado sobre a possibilidade de disputar a presidência da Assembleia Legislativa, Dilmar afirmou que ainda não iniciou as conversas sobre o assunto e que pretende primeiro dialogar com o atual presidente, deputado Max Russi, reeleito com maior votação. “Eu acho que nós temos que debater. Eu vou conversar com o deputado Max, eu vou conversar com os demais colegas lá que têm. Eu não sei quem está tendo a intenção, eu ainda não conversei sobre esse assunto. Eu tenho uma liberdade, uma amizade muito grande, até eu o apoiei para presidente da Assembleia Legislativa. Eu acredito que dá para fazer uma composição, nós não temos disputa dentro do parlamento”.

Dilmar também falou sobre a possibilidade de continuar exercendo a função de líder do governo na Assembleia, lembrou que liderou em outras gestões e afirmou que a experiência permite uma atuação mais próxima dos municípios do interior. “Eu fiquei na história, eu acho que muitas vezes as pessoas não entendem a importância de uma liderança de governo”. O parlamentar citou sua passagem pela liderança durante o governo Pedro Taques e os anos em que exerceu a função na gestão Mauro Mendes, ressaltou ainda as dificuldades de deslocamento entre o interior e Cuiabá para cumprir a função. “Eu perco dois dias, mais ou menos, um dia na estrada. Entre ir e voltar, é um dia inteiro. Se for ir a Cuiabá e voltar, você perde o dia inteiro, você não produz nada. “Eu tenho que sempre me sacrificar muitas vezes de ir do domingo à tarde para Cuiabá, para estar na segunda-feira conversando no governo, na Casa Civil, conversando com secretários, para a gente alinhar como vai ser a condução dos projetos na Assembleia”.

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