Escrito por Angelo Leonardo| Fonte: Redação Cenário-MT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), estabeleceu uma meta ambiciosa para o segundo turno da eleição presidencial: elevar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) a 75% dos votos válidos no estado. A declaração foi feita na terça-feira (13), durante a inauguração da Casa 22, em Cuiabá, espaço que passa a concentrar atividades de mobilização em apoio ao candidato.
O comitê foi instalado na sede do Republicanos, no bairro Quilombo, onde funcionou a estrutura da campanha que levou Pivetta à reeleição no primeiro turno. A mudança de finalidade do espaço sinaliza o envolvimento do grupo político do governador na disputa nacional entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o evento, Pivetta convocou apoiadores a intensificar a campanha e pediu que eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno participem da votação marcada para 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em MT
Os números do primeiro turno ajudam a dimensionar o objetivo anunciado pelo governador. Conforme os resultados apresentados no balanço eleitoral, Flávio Bolsonaro recebeu 1.298.581 votos em Mato Grosso, o equivalente a 65,15% dos votos válidos. Lula obteve 581.681 votos, ou 29,18%.
A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 717 mil votos. Para chegar aos 75% pretendidos por Pivetta, Flávio precisará ampliar sua participação em 9,85 pontos percentuais em relação ao resultado estadual do primeiro turno.
“Vamos fazer o possível para que chegue aos 75%”, afirmou o governador ao defender o engajamento dos apoiadores. A meta depende não apenas da transferência de votos de outros candidatos, mas também da participação eleitoral e da distribuição dos votos válidos no segundo turno.
Pivetta também demonstrou preocupação com a abstenção. A estratégia anunciada é estimular a ida às urnas, inclusive entre pessoas que não votaram na primeira etapa da eleição.
Casa 22 transforma antiga estrutura eleitoral em ponto de mobilização
A inauguração reuniu lideranças políticas alinhadas à candidatura de Flávio Bolsonaro. O espaço, que havia sido utilizado como Casa 10 durante a campanha estadual de Pivetta, agora será destinado à articulação dos apoiadores do PL em Mato Grosso.
O governador apresentou o local como um ponto de encontro para quem deseja participar das atividades eleitorais. Também afirmou que pretende usar a estrutura política construída no estado para contribuir com a campanha presidencial.
“Todos que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também”, declarou Pivetta durante o evento.
A iniciativa coloca o governador em posição de destaque na mobilização regional do candidato. O resultado, porém, dependerá da capacidade de transformar apoio político e estrutura de campanha em votos nas urnas.
Pivetta cobra maior atuação federal na segurança da fronteira
Durante a inauguração, Pivetta também criticou a atuação do governo federal na segurança pública e cobrou maior presença da União na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Segundo o governador, o estado enfrenta dificuldades para combater organizações criminosas em uma faixa de fronteira que, em sua declaração, foi estimada em cerca de 900 quilômetros.
O governador defendeu uma política nacional mais rigorosa contra facções criminosas e manifestou apoio à proposta de classificá-las como organizações terroristas, tema que envolve discussões jurídicas, legislativas e operacionais.
A segurança na fronteira envolve a atuação de diferentes instituições estaduais e federais, com responsabilidades distintas. A cobrança de Pivetta expressa sua avaliação política sobre a necessidade de maior participação do governo central no enfrentamento ao crime organizado.
Ao associar o tema à disputa presidencial, o governador reforçou a segurança pública como uma das áreas em que espera mudanças em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Escala 6×1 expõe diferença de ênfase entre Pivetta e Flávio
A proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6×1, também entrou na discussão. Questionado sobre a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro, que passou a sinalizar apoio à proposta após defender a negociação direta entre empregadores e trabalhadores, Pivetta evitou criticar o candidato que apoia.
O governador reiterou sua defesa da liberdade econômica e de acordos entre as partes. Na avaliação dele, o ambiente eleitoral tem ampliado o peso de propostas com apelo popular.
“Eu sempre fui favorável à liberdade econômica. Sou favorável à negociação entre as partes, eu valorizo o trabalho”, afirmou Pivetta, que também criticou o que considera uso de benefícios como instrumento de conquista de apoio eleitoral.
A posição evidencia uma diferença de ênfase entre os dois aliados: enquanto Pivetta destacou a negociação entre patrões e empregados, Flávio passou a sinalizar apoio à redução da jornada no contexto da campanha presidencial.
O debate sobre a escala 6×1 envolve questões como limite de horas trabalhadas, descanso semanal, remuneração e impactos para empresas e trabalhadores. O encaminhamento legislativo e o texto efetivamente submetido à votação são determinantes para avaliar o alcance de uma eventual mudança.
Segundo turno será teste para a mobilização política em Mato Grosso
Com a inauguração da Casa 22, Pivetta assumiu publicamente o compromisso de trabalhar para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no estado. A meta de 75% funciona tanto como objetivo eleitoral quanto como medida da capacidade de mobilização do grupo político que venceu a disputa estadual no primeiro turno.
O desafio será manter o engajamento dos apoiadores, ampliar a participação nas urnas e conquistar votos suficientes para elevar a proporção obtida pelo candidato do PL. A votação de 25 de outubro mostrará se a articulação liderada por Pivetta conseguirá alcançar o percentual anunciado.
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O comitê foi instalado na sede do Republicanos, no bairro Quilombo, onde funcionou a estrutura da campanha que levou Pivetta à reeleição no primeiro turno. A mudança de finalidade do espaço sinaliza o envolvimento do grupo político do governador na disputa nacional entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o evento, Pivetta convocou apoiadores a intensificar a campanha e pediu que eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno participem da votação marcada para 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em MT
Os números do primeiro turno ajudam a dimensionar o objetivo anunciado pelo governador. Conforme os resultados apresentados no balanço eleitoral, Flávio Bolsonaro recebeu 1.298.581 votos em Mato Grosso, o equivalente a 65,15% dos votos válidos. Lula obteve 581.681 votos, ou 29,18%.
A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 717 mil votos. Para chegar aos 75% pretendidos por Pivetta, Flávio precisará ampliar sua participação em 9,85 pontos percentuais em relação ao resultado estadual do primeiro turno.
“Vamos fazer o possível para que chegue aos 75%”, afirmou o governador ao defender o engajamento dos apoiadores. A meta depende não apenas da transferência de votos de outros candidatos, mas também da participação eleitoral e da distribuição dos votos válidos no segundo turno.
Pivetta também demonstrou preocupação com a abstenção. A estratégia anunciada é estimular a ida às urnas, inclusive entre pessoas que não votaram na primeira etapa da eleição.
Casa 22 transforma antiga estrutura eleitoral em ponto de mobilização
A inauguração reuniu lideranças políticas alinhadas à candidatura de Flávio Bolsonaro. O espaço, que havia sido utilizado como Casa 10 durante a campanha estadual de Pivetta, agora será destinado à articulação dos apoiadores do PL em Mato Grosso.
O governador apresentou o local como um ponto de encontro para quem deseja participar das atividades eleitorais. Também afirmou que pretende usar a estrutura política construída no estado para contribuir com a campanha presidencial.
“Todos que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também”, declarou Pivetta durante o evento.
A iniciativa coloca o governador em posição de destaque na mobilização regional do candidato. O resultado, porém, dependerá da capacidade de transformar apoio político e estrutura de campanha em votos nas urnas.
Pivetta cobra maior atuação federal na segurança da fronteira
Durante a inauguração, Pivetta também criticou a atuação do governo federal na segurança pública e cobrou maior presença da União na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Segundo o governador, o estado enfrenta dificuldades para combater organizações criminosas em uma faixa de fronteira que, em sua declaração, foi estimada em cerca de 900 quilômetros.
O governador defendeu uma política nacional mais rigorosa contra facções criminosas e manifestou apoio à proposta de classificá-las como organizações terroristas, tema que envolve discussões jurídicas, legislativas e operacionais.
A segurança na fronteira envolve a atuação de diferentes instituições estaduais e federais, com responsabilidades distintas. A cobrança de Pivetta expressa sua avaliação política sobre a necessidade de maior participação do governo central no enfrentamento ao crime organizado.
Ao associar o tema à disputa presidencial, o governador reforçou a segurança pública como uma das áreas em que espera mudanças em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Escala 6×1 expõe diferença de ênfase entre Pivetta e Flávio
A proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6×1, também entrou na discussão. Questionado sobre a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro, que passou a sinalizar apoio à proposta após defender a negociação direta entre empregadores e trabalhadores, Pivetta evitou criticar o candidato que apoia.
O governador reiterou sua defesa da liberdade econômica e de acordos entre as partes. Na avaliação dele, o ambiente eleitoral tem ampliado o peso de propostas com apelo popular.
“Eu sempre fui favorável à liberdade econômica. Sou favorável à negociação entre as partes, eu valorizo o trabalho”, afirmou Pivetta, que também criticou o que considera uso de benefícios como instrumento de conquista de apoio eleitoral.
A posição evidencia uma diferença de ênfase entre os dois aliados: enquanto Pivetta destacou a negociação entre patrões e empregados, Flávio passou a sinalizar apoio à redução da jornada no contexto da campanha presidencial.
O debate sobre a escala 6×1 envolve questões como limite de horas trabalhadas, descanso semanal, remuneração e impactos para empresas e trabalhadores. O encaminhamento legislativo e o texto efetivamente submetido à votação são determinantes para avaliar o alcance de uma eventual mudança.
Segundo turno será teste para a mobilização política em Mato Grosso
Com a inauguração da Casa 22, Pivetta assumiu publicamente o compromisso de trabalhar para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no estado. A meta de 75% funciona tanto como objetivo eleitoral quanto como medida da capacidade de mobilização do grupo político que venceu a disputa estadual no primeiro turno.
O desafio será manter o engajamento dos apoiadores, ampliar a participação nas urnas e conquistar votos suficientes para elevar a proporção obtida pelo candidato do PL. A votação de 25 de outubro mostrará se a articulação liderada por Pivetta conseguirá alcançar o percentual anunciado.
