Com o embargo, o descarte inadequado favorece o surgimento de novos bolsões de lixo no município e provoca ainda a proliferação de pragas e doenças por meio do acúmulo de lixo (Foto – Reprodução/TVCA)
O embargo da área destinada ao aterro controlado do Serviço de Gerenciamento de Descartes (Seger), em Rondonópolis, tem causado impactos diretos na gestão de resíduos da cidade e ainda não tem data para ser resolvido.
A decisão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), tomada no último dia 12 de março, interrompeu o descarte de materiais provenientes de poda de árvores e da construção civil, resultando no fechamento de ecopontos e no acúmulo de lixo em diversas regiões.
Por meio de nota, a Sema-MT informou ontem ao A TRIBUNA que a Prefeitura de Rondonópolis já realizou duas reuniões com representantes da pasta para discutir soluções para o impasse.
Na última sexta-feira (21), o município protocolou um plano de ação junto ao órgão ambiental, que está sendo analisado em caráter de urgência. A expectativa é que a proposta passe por avaliação técnica e jurídica nos próximos dias, permitindo a retomada do serviço de descarte de resíduos.
No entanto, enquanto não há um prazo definido, o problema persiste e gera preocupação entre empresários, trabalhadores e moradores da cidade.
ACÚMULO DE RESÍDUOS
A área embargada, localizada nos fundos da Penitenciária da Mata Grande, operava há cerca de 20 anos sem licença ambiental. A medida surpreendeu a administração municipal, que não esperava o impedimento depois de tanto tempo de funcionamento irregular. Segundo a Prefeitura, não houve contato prévio antes da aplicação da multa e do embargo.
Diante da situação, a entrada do aterro foi fechada, e os ecopontos da cidade também precisaram ser desativados, já que o destino final dos resíduos coletados era a área do Seger. Desde então, os pontos de descarte continuam fechados e a população enfrenta dificuldades para lidar com os resíduos gerados.
A falta de um local adequado para o descarte tem prejudicado diretamente empresas e trabalhadores autônomos que atuam com poda de árvores e no setor da construção civil.
Profissionais relatam dificuldades para encontrar alternativas para o descarte correto dos resíduos. Com o embargo, o descarte inadequado favorece o surgimento de novos bolsões de lixo no município e provoca ainda a proliferação de pragas e doenças por meio do acúmulo de lixo.
Por A Tribuna 26 de março de 2025