maranhado de fios “esquecidos” nos postes de energia elétrica causam insegurança a pedestres e condutores, além de poluir o ambiente urbano da cidade (Foto – Arquivo)
Continua crônico o problema do emaranhado de fios inutilizáveis nos postes de energia elétrica, que causam insegurança a pedestres e condutores, além de poluir o ambiente urbano da cidade.
Diante da situação e depois de uma nova lei municipal criada, justamente, para tentar resolver o problema, a prefeitura informou, ontem (8), que aplicou sanções administrativas, incluindo, multa à concessionária Energisa pelo descumprimento das obrigações previstas na legislação dentro do prazo legal.
A grande quantidade de fios e cabos que não é utilizada nos postes de energia de Rondonópolis não é um problema novo, mas que tem se agravado nos últimos anos. Reportagens do A TRIBUNA vêm abordando a questão desde 2021, quando, na ocasião, a Câmara Municipal chegou a realizar uma audiência pública para tratar do problema e apontar soluções.
Segundo o Paço Municipal, a regularização do uso dos fios e cabos é de total responsabilidade da Energisa, que não tem atendido às inúmeras cobranças do poder público local para resolver a questão.
Além disso, afirmou que, desde o começo do ano, tem cobrado de forma contundente a concessionária, com vários ofícios, notificações e outras providências junto a órgãos diversos, mas que a mesma não tem agido a contento.
Acrescentou ainda que nos ofícios encaminhados à concessionária, a prefeitura manifestou, por diversas vezes, a preocupação em relação aos fios e cabos sem uso instalados junto aos postes de rede elétrica, tendo notificado a empresa para tomada de providências em várias ocasiões.
“Diante da inércia da concessionária em cumprir com as obrigações previstas na lei municipal”, o Paço destacou que “aplicou multa administrativa contra a Energisa e caso a inércia continue, novas multas podem ser aplicadas”.
O Município também acrescentou que formalizou, nos últimos meses, reclamações ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso/ Promotoria de Justiça de Rondonópolis, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e ao Ministério Público Federal de Mato Grosso/Procuradoria da República em Rondonópolis, esperando a devida tomada de providências contra a concessionária.
A Tribuna /Fonte Danielly Tonin | Da Reportagem
