Enquanto o país discute os rumos da economia e do sistema financeiro, um personagem conhecido nos bastidores volta a agir: André Esteves, o bilionário banqueiro por trás do BTG Pactual, está travando uma guerra de bastidores contra a união entre o Banco Master e o BRB. Mas, desta vez, sua tradicional influência pode ter esbarrado nos limites da ética — e, mais importante, não está funcionando.
De acordo com revelações do site Relatório Reservado, Esteves vem tentando minar a fusão entre os dois bancos com ações coordenadas que vão de mensagens alarmistas a investidores até encontros discretos com o alto comando do Banco Central.
Movimento rasteiro: Contra o Master
Logo após o anúncio da fusão entre BRB e Banco Master, o BTG iniciou uma série de ações que, na prática, buscavam espalhar pânico entre investidores com papéis do Master na carteira. Clientes do BTG relataram ter recebido alertas “preocupados” sobre os limites de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), como se houvesse risco iminente de colapso do banco.
A mensagem era sutil, mas direta: tire seu dinheiro do Master. O problema? O Master apresentou lucro de R$ 1 bilhão em 2024. Não há qualquer indício contábil de crise — o que torna a tentativa do BTG ainda mais suspeita.
Uma reunião suspeita e uma intenção nada republicana
Em meio ao alvoroço, André Esteves participou de uma reunião fora da agenda com Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central. A conversa, que não foi tornada pública, levanta suspeitas: o que teria motivado um encontro tão reservado logo após a fusão ser anunciada?
A resposta está na estratégia por trás do jogo. Segundo fontes do setor, Esteves queria desvalorizar o Banco Master para, em seguida, tentar abocanhar ativos valiosos com deságio — principalmente sua carteira de precatórios, estimada em R$ 7 bilhões.
BTG quer comprar barato o que não consegue controlar
O BTG Pactual tem histórico recente de forte apetite por precatórios. Ao sabotar a fusão, Esteves apostava em um cenário de desvalorização: quanto mais instável parecer o Master, mais barato será adquiri-lo ou forçar a venda de seus ativos.
Mas a jogada não colou. O mercado reagiu com desconfiança ao movimento do BTG. Investidores, reguladores e até setores da política se atentaram para o que pode ser mais uma tentativa de manipulação típica de um mercado onde poucos querem mandar em tudo.
A fusão avança e ameaça o monopólio dos grandes
A união entre BRB e Banco Master representa um novo competidor relevante no sistema financeiro, com musculatura para disputar espaço com os gigantes do setor. É disso que Esteves tem medo. Menos controle, mais concorrência, menos margem para manipulações.
A nova instituição poderá expandir sua atuação, democratizar crédito, aumentar presença digital e até desafiar o reinado de carteiras como a do BTG. O pânico de Esteves é compreensível — ele está acostumado a ser o único a ditar as regras.
Conclusão: o jogo virou, e Esteves está exposto
Desta vez, a estratégia suja de bastidor parece não ter surtido efeito. A operação entre BRB e Master continua em curso, e cada vez mais nomes do mercado começam a se perguntar: até quando André Esteves vai agir nos bastidores sem consequências?
O caso escancara algo urgente: é preciso romper com a lógica dos banqueiros que jogam contra o mercado quando não são os beneficiados diretos. O sistema precisa de transparência, diversidade de players e responsabilidade institucional — não de conspirações em jantares e pressões de bastidores.