Conteúdo/ODOC – O secretário de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira (3) que não há centralização nas decisões dentro da gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). A declaração ocorre após o vereador Jefferson Siqueira (PSD) levantar críticas sobre a suposta falta de autonomia dos secretários municipais, especialmente após a saída de Solange Dias do comando da Secretaria de Educação.
Segundo o vereador, os chefes de pasta estariam sendo impedidos de tomar decisões e até mesmo de se pronunciar publicamente. “Se você tem um gestor centralizador, como alguém vai ter liberdade para fazer seu trabalho? Os secretários não podem sequer dar entrevistas, não têm autonomia nem para falar em nome da pasta. Como se trabalha assim?”, questionou Siqueira em tom irônico.
A exoneração de Solange, confirmada na quarta-feira (2), foi justificada pelo prefeito como parte de um acordo firmado previamente com a educadora, prevendo sua permanência por apenas 100 dias. Em seu lugar, foi anunciado Amauri Monge, servidor com passagem pelo Governo do Estado e aliado político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em resposta, Reginaldo Teixeira defendeu a gestão e disse nunca ter enfrentado qualquer tipo de restrição em sua atuação. “O prefeito nunca me engessou. Pelo contrário, sempre me deu liberdade para desenvolver as ações necessárias na Secretaria. Sigo com autonomia para executar o trabalho que a população espera”, garantiu.
Durante a entrevista, o secretário também confirmou que está em fase de planejamento um novo pacote de obras para Cuiabá, com foco na reorganização das intervenções urbanas conforme as bacias hidrográficas da capital. “Esse é um trabalho técnico, que envolve planejamento e prioridades estratégicas para melhorar a infraestrutura da cidade”, destacou.
A Secretaria de Educação tem sido um dos principais pontos de tensão desde o início da atual administração, em janeiro. A pasta enfrentou críticas constantes, tanto da oposição quanto de vereadores aliados ao prefeito. Uma das situações mais marcantes foi o atraso no início do ano letivo, em fevereiro, que acabou postergado por uma semana diante da instabilidade na gestão.