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“ataque à democracia”; prefeito rebate


Conteúdo/ODOC – O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) emitiram uma nota pública em repúdio à conduta do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde, realizada em 30 de julho. O órgão condenou a interrupção da fala da professora Maria Inês da Silva Barbosa, doutora em Saúde Pública e docente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que foi retirada do palco após iniciar sua fala com a saudação “boa tarde a todes”.

O MPF considerou o ato uma violação dos princípios democráticos e do acesso igualitário à saúde, previsto no artigo 196 da Constituição Federal, além de classificá-lo como um ataque à liberdade de expressão, à diversidade e à inclusão. A nota ainda destacou que a professora, mulher negra, pesquisadora e ativista, foi silenciada em um espaço coletivo de formulação de políticas públicas, o que agrava o impacto simbólico da ação do prefeito.

O episódio desencadeou intensa repercussão nacional ao longo da semana, com diversas entidades acadêmicas, coletivos de mulheres negras, organizações de saúde e universidades manifestando solidariedade à professora. A Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), a Abrasme (Associação Brasileira de Saúde Mental) e a Rede Odara divulgaram notas classificando a conduta do prefeito como misógina, racista e antidemocrática.

A professora, por sua vez, declarou que a postura de Abilio foi “fascista” e reafirmou o caráter inclusivo e político de sua fala. A resposta do prefeito veio por meio das redes sociais na manhã deste sábado.

Em um texto publicado em sua conta oficial, Abilio disse compreender o “posicionamento político” do MPF, mas reforçou que “TODES não existe”. Segundo ele, a linguagem neutra não é reconhecida oficialmente pela língua portuguesa e, além disso, seria excludente para pessoas com deficiência, como surdos e disléxicos.

O prefeito argumentou que a palavra correta e universal é “TODOS” e acusou a professora de ter assumido um ato de militância política ao utilizar o termo neutro.

“Não é razoável que uma entidade séria como o Ministério Público Federal, com brilhantes promotores, defendam sem plausível justificativa a distorção da língua portuguesa, a militância política na discussão da saúde pública e a exclusão das pessoas com dislexia na universalidade do acesso à saúde”, escreveu Abilio. Ao final, ele ironizou as críticas e notas de repúdio recebidas: “Significa que estamos no caminho certo. Continuem fazendo”.

O prefeito também determinou a proibição do uso da linguagem neutra em todos os eventos e comunicações oficiais da prefeitura de Cuiabá.



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