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Juiz mantém prisão de estudante universitária após audiência de custódia; influencer segue foragida


Presa nesta quarta-feira (2) em Várzea Grande, suspeita de divulgar jogos de apostas ilegais, a estudante de Odontologia e influenciadora digital Mariany Dias passou por audiência de custódia e segue detida.

O juiz Gleidson de Oliveira Grisoste Barbosa, da 6ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que a análise do pedido de revogação da prisão seja feita pelo magistrado do Ceará, estado onde a ordem foi expedida.

O processo já foi encaminhado ao 1º Núcleo de Custódia/Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE), mas ainda não houve decisão.

Outra investigada, a influenciadora digital Emilly Souza, de Cuiabá, continua foragida.

Ambas são alvos da Operação Quéfren, que resultou na expedição de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. A ação foi deflagrada simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Ceará, São Paulo e Pará.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular, 15 de bloqueio de bens e valores, além de outras medidas cautelares.

Conforme apurado pela Polícia Civil do Ceará, desde abril de 2024, a maioria dos investigados são agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país.

As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional.

Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.

Os envolvidos também utilizavam conta “demo/teste” para iludir os seguidores, bem como integram uma rede que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tem como proprietários pessoas que residem no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação do “Jogo do Tigrinho”.

Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), como pela quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), ou receberiam comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando milhões de reais nos últimos anos.

Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores digitais, cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo. Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores digitais, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.



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