Conteúdo/ODOC – A empresária Camila Nunes Guimarães terá de volta oito bolsas de grife que haviam sido apreendidas durante a Operação Miasma, realizada em maio do ano passado, em Cuiabá.
A decisão foi tomada pela Justiça Federal, atendendo a um pedido da defesa da empresária, que alegou que os itens eram de uso pessoal, têm origem lícita e não possuem relação com as investigações.
O advogado de Camila, Valber Melo, confirmou a informação, ressaltando que o processo corre em segredo de Justiça.
A empresária é casada com o piloto Ernani Rezende Kuhn, sobrinho da ex-primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.
Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão na investigação, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos da Saúde na capital mato-grossense.
Na ação, a Polícia Federal apreendeu vários itens de luxo na residência do casal, incluindo duas bolsas da Chanel, três da Gucci, uma da Hermès, uma da Christian Dior e uma da Prada, avaliadas em R$ 79,5 mil.
A operação
A Operação Miasma também teve como alvos Antonio Ernani Rezende Kuhn e sua esposa, Claudeny Martins Rezende Kuhn, pais de Ernani. Segundo as investigações, eles seriam donos da empresa SMT Transportes e Veículos Especiais, que recebeu mais de R$ 3 milhões da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá para a locação de vans e ambulâncias durante a pandemia da Covid-19.
Entretanto, conforme apuração da Polícia Federal, a empresa possuía apenas um Fusca, fabricado em 1986, e uma Kombi, ano 2013, o que levantou suspeitas sobre a legalidade dos contratos.
Além disso, a investigação também apura um contrato de aproximadamente R$ 14 milhões para a contratação de uma empresa responsável pelo fornecimento de um software de gestão documental, outra suspeita de irregularidade no uso dos recursos públicos.