BANNER-728X90-ANUNCIE-AQUI-AZUL

MP pede interdição de condomínio construído às margens do Rio Coxipó e multa de R$ 5 milhões


Conteúdo/ODOC – A Justiça determinou a citação dos responsáveis pelo condomínio Vivendas Campestre Betel, localizado às margens do Rio Coxipó, em Cuiabá, para que respondam a uma ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O órgão acusa o empreendimento de ter sido construído de forma irregular, sem licenciamento ambiental e em área de preservação permanente (APP).

A decisão é do juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente, que também intimou o Município de Cuiabá a tomar conhecimento da ação e, se desejar, integrar o processo. A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público no fim de outubro e tem como alvos os proprietários Clesio Izidoro Marques, Márcia Aparecida Medeiros Marques e a Associação do Loteamento Betel.

De acordo com o MPMT, o terreno rural teria sido fracionado de maneira ilegal, com a venda de lotes de 675 metros quadrados, quando a legislação estabelece que o tamanho mínimo permitido para parcelamento é de 20 mil metros quadrados. O Ministério Público também afirma que o condomínio foi instalado sem aprovação da Prefeitura de Cuiabá e sem autorização ambiental dos órgãos competentes.

Outro ponto destacado na ação é a localização do empreendimento, situado em uma Zona de Segurança Hídrica, próxima a um ponto de captação de água para abastecimento público — o que é vedado por lei. A promotoria ainda relata a existência de um poço artesiano utilizado de forma clandestina e a ausência de sistema de tratamento de esgoto, o que estaria causando contaminação do solo e do Rio Coxipó.

O órgão também aponta que parte da área comum do condomínio ocupa uma Área de Preservação Permanente (APP). Embora registrado como “sítio de recreio”, o local abriga 42 casas construídas em 155 lotes, com uso residencial permanente e sem infraestrutura adequada.

Na ação, o Ministério Público pede a concessão de tutela de urgência para interditar o condomínio, impedir novas construções e suspender qualquer comercialização de lotes. Solicita ainda o embargo do poço artesiano e a proibição do despejo de esgoto no rio.

Se a ação for julgada procedente, o MP quer que as medidas sejam transformadas em ordens definitivas, além da anulação das vendas irregulares, demolição das construções, recuperação da área degradada e pagamento de indenização de R$ 5 milhões por danos morais e coletivos. O descumprimento das determinações pode gerar multa diária de R$ 5 mil.



Source link

Compartilhar artigo:​

SRP News Cotação

Recent Posts

  • All Post
  • Acidente de Trabalho
  • Agronegócio
  • Artes
  • CIDADANIA
  • Clima e Tempo
  • COMUNICADO
  • Deslisamento de Terra
  • Economia
  • Educação
  • esporte
  • Esportes
  • Festa/Social
  • GASTRONOMIA
  • GERAL
  • História
  • HISTORIA DE FAMILIA
  • INCÊNDIO
  • INOVAÇÃO/ TECNOLOGIA
  • Justiça
  • Laser
  • Luto
  • Mato Grosso
  • Meio Ambiente
  • Municipio
  • Nacional
  • NATUREZA
  • Policial
  • Política
  • Reconhecimento
  • RECONHECIMENTO NACIONAL
  • RELIGIÕES E CRENÇAS
  • Saúde
  • Segurança
  • TEMPORAL/DESTRUIÇÃO
  • Transito
  • VIOLENCIA

Junte-se à família!

Inscreva-se para receber uma Newsletter.

Você foi inscrito com sucesso! Ops! Algo deu errado, tente novamente.
Edit Template

‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Mt. 22:37

Contato

 Avenida Nossa Senhora Aparecida, S/N – Itanhangá (MT)

(65) 98415-2042

© 2024 Todos os direitos reservados