Escrito por Gabriela Cordeiro 31/01/2026 às 18:40
Fonte: Cenário-MT
Em meio a agendas pelo interior de Mato Grosso, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tem adotado um discurso claro ao se apresentar como pré-candidato ao Palácio Paiaguás: a gestão estadual não pode desacelerar. Pelo contrário. Segundo ele, a experiência acumulada ao longo dos últimos anos ao lado do governador Mauro Mendes (União) impõe o dever de avançar ainda mais na execução de obras, programas e políticas públicas em todas as regiões do estado.
A declaração foi feita durante compromissos na região do Araguaia, área estratégica tanto pela produção agropecuária quanto pelas demandas históricas por infraestrutura e serviços públicos. Para Pivetta, a continuidade administrativa não deve ser entendida como repetição automática de um modelo, mas como a responsabilidade de entregar resultados cada vez mais consistentes à população.
O vice-governador ressaltou que a passagem pelo Executivo estadual o preparou para assumir desafios maiores. Segundo ele, governar exige evolução constante e capacidade de aprender com erros e acertos. Na avaliação de Pivetta, quem ocupa um cargo público precisa ter como meta permanente melhorar o que já foi feito, sobretudo em um estado de dimensões continentais como Mato Grosso.
Caso seja eleito, Pivetta completará um ciclo de 12 anos no comando do governo estadual, somando dois mandatos como vice-governador. Ao relembrar o início da atual gestão, ele fez questão de contextualizar o cenário enfrentado a partir de 2019, quando o estado atravessava um período delicado do ponto de vista fiscal. Naquele momento, segundo ele, o foco precisou ser a reorganização das contas públicas, deixando investimentos em segundo plano.
De acordo com o vice-governador, os primeiros anos foram marcados por decisões difíceis, cortes e ajustes necessários para recuperar a saúde financeira do estado. A falta de recursos para obras e convênios com municípios foi um dos principais entraves enfrentados no início do governo. Esse processo, no entanto, é apontado por ele como fundamental para que Mato Grosso retomasse a capacidade de investimento a partir de 2021.
Com o equilíbrio fiscal restabelecido, o governo estadual passou a executar projetos estruturantes e ampliar parcerias com prefeituras. Estradas, pontes, escolas, unidades de saúde e outras obras começaram a sair do papel em diferentes regiões, incluindo áreas que historicamente recebiam menos atenção do poder público. Para Pivetta, esse movimento ajudou a reconstruir a credibilidade institucional do estado e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico.
Hoje, segundo ele, Mato Grosso vive um momento distinto, com capacidade de planejar e executar investimentos de médio e longo prazo. Esse cenário, na avaliação do vice-governador, impõe um novo tipo de responsabilidade à próxima gestão: garantir que o ritmo de crescimento não seja interrompido e que os benefícios cheguem de forma equilibrada tanto aos grandes centros quanto aos municípios do interior.
Já em clima de pré-campanha, Pivetta iniciou 2026 com uma agenda intensa ao lado do governador Mauro Mendes, percorrendo cidades, participando de inaugurações, anúncios de obras e reuniões com lideranças regionais. Nessas ocasiões, ele tem ocupado espaço relevante nas solenidades, dialogando diretamente com prefeitos, vereadores, produtores rurais e moradores.
A movimentação é interpretada nos bastidores políticos como uma estratégia para ampliar sua visibilidade junto ao eleitorado e consolidar sua imagem como continuidade do atual projeto de governo. Ao assumir protagonismo em discursos e apresentações, Pivetta sinaliza que se sente preparado para liderar o estado em um novo ciclo.
Ao defender a manutenção de diretrizes como equilíbrio fiscal, investimentos em infraestrutura e cooperação com os municípios, o vice-governador reforça a ideia de que a gestão pública deve ser orientada por resultados concretos. Para ele, o desafio do próximo governo será transformar o bom momento financeiro em melhorias permanentes na qualidade de vida da população, respeitando as particularidades regionais e garantindo desenvolvimento com responsabilidade.
O discurso de Pivetta aponta para uma campanha baseada na experiência administrativa e na promessa de não interromper projetos em andamento, ao mesmo tempo em que assume o compromisso de fazer mais do que foi feito até agora. Em um estado que cresce acima da média nacional e enfrenta desafios logísticos, sociais e ambientais, a mensagem central é clara: avançar não é opção, é obrigação.
