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ESPECIAL DIA DOS PAIS: Legado paterno: a história de homens que herdaram a profissão do pai

Sapateiro João e produtor rural Gilliard preservam ofício familiar/ O Dia dos Pais é tradicionalmente celebrado no segundo domingo de agosto, uma data que, no Brasil, é comemorada desde 1953. Mas a homenagem vai muito além de um dia no calendário. Existem homens que encontraram na figura paterna a inspiração para suas carreiras e a paixão por suas profissões.

É o caso do João Batista, de 62 anos. Um sapateiro que, desde os dez anos de idade, aprendeu com o pai os segredos da confecção artesanal de sapatos em João Pessoa, na Paraíba.

“A minha caminhada com o pai foi longa, né? Desde os dez anos de idade. Para não ficar em casa, eu tinha que estudar pela manhã um período, e o outro período, acompanhava ele ao trabalho. E eu ajudava na fabricação de calçados, e eu era um auxiliar. E ali eu passava, corria o dia inteiro fazendo aquilo e fui aprendendo aquele oficio.”

João Batista começou como auxiliar do pai, em tarefas mais básicas, aplicando cola, fazendo cortes com a tesoura ou chanfrado. Com o tempo, desenvolveu a habilidade e se tornou um mestre.

“E logo quando eu cresci um pouco, tomei rapaz, e passei a ser um mestre, ou seja, eu agora tinha que ter um ajudante, mandar em alguém fazer para mim, me auxiliar, né? Continuei com aquilo. Aprendi a costurar, não foi muito fácil, não foi pouco tempo, mas aprendi e dei sequência na minha vida e logo em seguida me casei…”

Os filhos de João não seguiram a carreira do pai, mas são gratos pelo legado deixado por ele e pelo avô.

O produtor rural Gilliard Mendes, de Planaltina, no Distrito Federal, também tem a sua história de vida interligada aos ensinamentos do pai dele. Aprendeu desde muito cedo o ciclo da lavoura, a preparação da terra, o arado, o plantio e a colheita. Gilliard se orgulha de poder continuar o legado do pai ao lado dele até hoje, cultivando a mesma terra.

“O que meu pai me passou foi isso, sempre trabalhar honestamente, não passar a perna em ninguém, trabalhar direitinho. A gente sempre trabalha junto no dia a dia, até hoje. A gente vai molhar, vai plantar, vai colher e nós dois sempre estamos juntos. Eu amo estar na roça. Não estou aqui obrigado. Estou por amor aqui no campo. É uma profissão que meu pai me passou e eu quero levar ela para o resto da minha vida até quando Deus permitir.”

Gilliard e João Batista têm em comum histórias de ofícios passados de geração em geração, que formaram não apenas profissionais, mas também homens de caráter. Feliz Dia dos Pais!

*Com produção de Joana Lima e sonoplastia de Jailton Sodré

Pedro Lacerda – repórter da Rádio Nacional*

10/08/2025 – 08:00

Brasília

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