A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível
O mercado da soja atravessa uma fase de estabilidade, com oferta global elevada, demanda ativa e pouco espaço para altas mais firmes. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário recomenda cautela na comercialização e o aproveitamento de recuperações para reduzir riscos no segundo semestre.
A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível durante os repiques, sem concentrar negócios nos próximos meses. Altas provocadas por problemas climáticos nos Estados Unidos podem ser usadas para fixar preços. Com custo estimado perto de R$ 113 por saca, as margens são positivas, embora menores que as registradas no fim do ano passado.
Cooperativas devem intensificar programas de comercialização escalonada, oferecer proteção de preços aos associados e acompanhar oportunidades de hedge em Chicago nos movimentos ligados ao clima. Cerealistas e tradings são orientadas a manter cobertura de compras curta, recompor estoques quando houver pressão vendedora e observar os prêmios de exportação no segundo semestre.
Indústrias e processadores encontram um mercado físico abastecido, sem urgência para alongar posições. Compras graduais tendem a ser mais adequadas enquanto não surgir ameaça relevante à safra norte-americana.
A recuperação das exportações dos Estados Unidos, as compras chinesas, o desempenho dos derivados e a demanda por biodiesel ajudam a sustentar as cotações. Em sentido contrário, a produção elevada na América do Sul, o clima favorável nos Estados Unidos e o dólar fortalecido limitam a reação. Em Chicago, o suporte próximo de US$ 11,10 por bushel conteve as vendas, mas a resistência em torno de US$ 11,70 mantém o viés de cautela. No Paraná, os preços seguem entre R$ 124 e R$ 125 por saca, reforçando a expectativa de lateralidade nas próximas semanas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/06/2026 às 06:48h.
