No Brasil, a produção industrial e o Caged vieram abaixo das projeções
A economia brasileira inicia o segundo semestre com sinais mistos, entre perda de força na atividade, crédito mais moderado e resultados positivos no comércio exterior. Segundo o Rabobank, o ambiente externo também pede cautela, após os Estados Unidos criarem 57 mil vagas em junho, abaixo das 113 mil esperadas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,2% principalmente pela menor participação na força de trabalho.
No Brasil, a produção industrial e o Caged vieram abaixo das projeções. Em maio, foram abertos 72,960 mil empregos formais líquidos, ante expectativa de 130 mil do mercado. O saldo de crédito cresceu 9,5% em 12 meses, após 9,6% em abril.
A balança comercial manteve a sequência de superávits, com saldo positivo de US$ 9,8 bilhões em junho. O resultado ficou abaixo das estimativas, mas superou os US$ 7,7 bilhões de maio e os US$ 5,9 bilhões de junho de 2025. Já o Governo Central registrou déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, influenciado pelo calendário de precatórios.
O dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,1693, com valorização de 0,05% do real. A projeção é de retorno da moeda a R$ 5,35 até o fim do ano, diante do menor diferencial de juros, possível recuperação global do dólar e fragilidade fiscal em ano eleitoral. Mesmo com o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, permanecem riscos geopolíticos, pois pontos relevantes ainda precisam ser negociados.
No campo, o Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, alta de 1,7%. Os recursos para investimento subiram para R$ 140,2 bilhões, enquanto custeio e comercialização recuaram para R$ 384,9 bilhões. Na agenda, a expectativa para o IPCA é de alta de 0,31% no mês e 4,80% em 12 meses, além de inflação na Colômbia e no Chile e decisão de juros no Peru.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 07/07/2026 às 02:15h
