Yuri Ramires/Gazeta Digital
Horas antes de matar Ana Cristina Pacheco Matos, 20, com um tiro na nuca, no bairro Alvorada, em Cuiabá, o suspeito conhecido como Pépi teria ido até a casa da vítima, deixando a moto e feito uma ameaça. Testemunhas contaram que ele disse que ‘ela não ficaria com outra pessoa’. Ana foi morta nas primeiras horas de sábado (15).
Segundo informações repassadas pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem seria companheiro de Ana Cristina. Testemunha relatou que a ameaça aconteceu por volta das 18h de sexta-feira (14) e que ouviu uma briga ainda durante a noite.
Já na madrugada de sábado, conforme relatos de testemunhas obtidos pelos investigadores, o suspeito teria chegado à residência por volta das 5h, efetuado um disparo contra a nuca da vítima e, em seguida, trancado a porta antes de fugir.
Ana Cristina foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu ao ferimento e morreu pouco depois.
Quando a equipe policial chegou ao endereço, a vítima já havia sido retirada do imóvel. Mesmo com o local sem preservação adequada, a Polícia Civil acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para realizar os trabalhos necessários.
Durante a perícia, os investigadores encontraram uma bolsa com roupas já separadas, indicando que o suspeito poderia estar planejando uma viagem. Para a polícia, o material pode ter sido deixado na tentativa de criar um álibi e fazer parecer que ele não estaria na cidade no momento do crime.
O suspeito, que teria fugido de motocicleta, deixou a mala com roupas no imóvel.
Criança estava na casa
Ana Cristina e o suspeito tinham um filho pequeno, de aproximadamente 2 ou 3 anos. A Polícia Civil acredita que a criança possa ter presenciado o crime.
Após o assassinato, o filho teria sido encontrado acordado e em estado de choque, enquanto a mãe já estava morta. O corpo foi encontrado pelo irmão da vítima e por um vizinho.
Polícia Militar reforçou que testemunhas ouviram discussões durante toda a noite. A Polícia Civil já possui imagens e outras informações que podem ajudar na identificação formal e localização dele. As equipes realizam buscas para tentar encontrá-lo. A polícia não divulgou possíveis destinos de fuga para não comprometer a operação.
Caso o suspeito não seja localizado em flagrante, a Polícia Civil deverá representar pela prisão dele à Justiça. O caso segue sob investigação.
