A revisão inclui chassi, cilindros, mecanismos de dobramento, pinos, buchas e manguei
A revisão preventiva de plantadeiras e semeadoras antes do início da operação é uma medida importante para reduzir paradas no campo e preservar a qualidade da semeadura. Em uma safra com janela operacional ajustada, falhas mecânicas, hidráulicas, elétricas ou de regulagem podem afetar o ritmo dos trabalhos e o estabelecimento da lavoura.
Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos da Conab, o Brasil deve colher 360,8 milhões de toneladas em uma área estimada em 83,5 milhões de hectares. Nesse cenário, a manutenção deve considerar a máquina como um sistema completo, com atenção à estrutura, componentes hidráulicos e elétricos, dosagem e recursos de agricultura de precisão.
A revisão inclui chassi, cilindros, mecanismos de dobramento, pinos, buchas, mangueiras, engates, rodas e rolamentos. Após essa etapa, a regulagem passa a ter papel decisivo. Nivelamento do chassi, profundidade de semeadura, pressão das rodas compactadoras, atuação do disco de corte e funcionamento dos dosadores estão entre os pontos que interferem na plantabilidade.
Estudos técnicos da Embrapa destacam que a qualidade da operação depende também da uniformidade na distribuição das sementes e na emergência. A velocidade de deslocamento deve respeitar a recomendação de cada equipamento, já que o excesso pode aumentar falhas e duplas.
“A dosagem deve ser calibrada com o lote de sementes que será utilizado. É necessário regular o vácuo, o dosador pneumático e o singulador e verificar a população, a ocorrência de duplas e falhas. A tecnologia está realmente integrada quando a máquina funciona, as informações são confiáveis e o operador sabe transformá-las em uma decisão agronômica”, conclui Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli, fabricante argentina de máquinas agrícolas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 14/09/2026 às 06:30h.
