Escrito por Rebeca Moraes|Fonte: CenárioMT
De Colniza a Nova Monte Verde, agricultores familiares deixam o amadorismo de lado e garantem margem de 73% na venda do café clonal.
Foto: Eliene Londero
O cenário da agricultura familiar no Noroeste de Mato Grosso mudou de figura. O que antes era uma lavoura tocada sem conta na ponta do lápis virou negócio altamente rentável nas mãos de pequenos produtores de municípios como Colniza, Juína e Aripuanã.
Entre abril e julho deste ano, uma amostragem de 219 sítios acompanhados pela assistência técnica do Senar-MT colocou no mercado 19,4 mil sacas de café, movimentando R$ 16,2 milhões.
O segredo do faturamento alto no bolso não veio apenas do aumento de área, mas sim da virada de chave no manejo. Com a contenção rigorosa de custos operacionais e a aposta na preservação da qualidade do grão, a margem econômica da atividade bateu em 73% no período — um índice de rentabilidade expressivo para a região.
O raio-X da revolução do café na ponta do mapa
Entenda os pilares que estão consolidando o polo cafeeiro mato-grossense:
- Qualidade antes do volume: O foco no campo mudou. Em vez de buscar colheita recorde a qualquer custo, a orientação técnica ensina a preservar o grão; colher mais sacas com defeito reduz o valor de mercado e corrói o lucro final;
- Custo na ponta do lápis: O produtor aprendeu a gerenciar cada insumo, combustível e hora trabalhada, impedindo que o faturamento bruto evaporasse em despesas desnecessárias;
- Polo de capacitação: Para manter a régua alta, cidades como Colniza e Juína viraram palco de workshops técnicos focados em técnicas de cultivo, manejo de solo e pós-colheita;
- Renda firme no sítio: O café se consolida como a principal engrenagem da agricultura familiar no Noroeste de MT, gerando caixa frequente para pequenas propriedades em Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.
