O cenário também aumenta a atenção ao manejo de doenças
O avanço recente do plantio da soja no Brasil desloca a atenção para as condições de desenvolvimento das lavouras. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, a sequência de chuvas, nebulosidade e frio entre setembro e outubro exige cautela na avaliação do potencial produtivo.
No Paraná, as precipitações frequentes e a baixa luminosidade criaram um ambiente complexo para áreas já semeadas. A umidade excessiva do solo pode reduzir a oxigenação das raízes, enquanto a menor radiação solar limita a fotossíntese. A depender da intensidade e duração dessas condições, o crescimento das plantas e o ciclo da cultura podem ser afetados.
O cenário também aumenta a atenção ao manejo de doenças. A umidade elevada e o molhamento foliar prolongado podem favorecer problemas fitossanitários. Souza relata que produtores e canais de distribuição paranaenses avaliam possíveis aplicações adicionais de fungicidas, sem que isso represente uma necessidade generalizada.
A dificuldade para entrar com máquinas nas áreas úmidas também pode atrasar aplicações, mesmo quando necessárias. O acompanhamento da previsão do tempo ajuda a planejar as operações de campo.
Em Mato Grosso, o plantio se aproxima de 80% da área, em ritmo acelerado. Embora a distribuição das chuvas não seja uniforme, o desenvolvimento inicial é relativamente satisfatório diante das expectativas anteriores à safra, conforme o analista.
A avaliação dos impactos ainda é preliminar. As condições de novembro e dezembro, especialmente a disponibilidade de água, a luminosidade e as temperaturas, serão decisivas para dimensionar possíveis efeitos sobre a produtividade. O avanço da semeadura, por si só, não garante o resultado da colheita.
Por Leonardo Gottems
31/10/2026 09h36 · Fonte: Agrolink
