Levantamento aponta agravamento da estiagem e maior risco de perdas nas lavouras | Foto: Pixabay
A seca se intensificou no Brasil em setembro e elevou os riscos para o desempenho das lavouras, especialmente no Nordeste. Segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os municípios em situação de seca severa ou extrema passaram de 157, em agosto, para 276, em setembro de 2026, alta de 75,8%.
Alagoas teve 82 municípios nessas condições, seguida de Bahia, com 77, e Sergipe, com 69. No país, 317 municípios apresentavam ao menos 40% da área agropecuária potencialmente afetada, 109 a mais que no mês anterior. No Nordeste, 228 tinham mais de 80% dessas áreas potencialmente afetadas.
De acordo com Maxwell Silva, especialista agronômico da Netafim, a concentração das chuvas em poucos meses do ano dificulta a continuidade da produção sem irrigação. O problema atinge cultivos de sequeiro, como milho e feijão, e produções intensivas de frutas, como uva, manga e melão.
A falta de água em fases como enchimento de grãos e crescimento de frutos pode reduzir rendimento e qualidade, elevando o custo por unidade produzida. Para atenuar os efeitos, o especialista destaca o manejo com sensores de umidade do solo, monitoramento climático e irrigação dimensionada conforme a disponibilidade de água. Em trabalhos com uva de mesa no Vale do São Francisco, a empresa registrou economia de até 35% no uso de água e energia, em comparação ao manejo pelo balanço hídrico, conforme as condições de cultivo.
“Conhecer a disponibilidade de água da propriedade e a demanda do cultivo em cada fase é fundamental. Informações climáticas, sensores de umidade do solo e sistemas de irrigação bem dimensionados permitem aplicar a quantidade necessária, reduzir perdas e preservar a água por mais tempo”, destaca.
Por Leonardo Gottems
04/11/2026 08h20 · Fonte: Agrolink
