Vistoria e histórico da área ajudam a definir quando intervir em cada talhão
Talhões de soja em pleno florescimento podem exigir intervenções diferentes conforme as condições observadas no campo. A avaliação é de Rafael Gomes, autor do Mapa do Manejo da soja, publicado no LinkedIn.
Na florada, que vai de R1 a R2, o mapa destaca a reavaliação das pragas. O estádio da cultura orienta o que observar na vistoria. O histórico do talhão e a pressão de insetos, doenças e plantas daninhas ajudam a decidir quando intervir. Na formação de vagens e grãos, entre R3 e R6, o quadro chama a atenção para os percevejos.
Do pré-plantio à pré-colheita, o infográfico agrupa os herbicidas por modalidade de uso, com exemplos para dessecação, pré-emergência e pós-emergência. A seção de fungicidas traz exemplos por doença, como a ferrugem-asiática, a mancha-alvo e o mofo-branco. Entre os alvos de inseticidas e acaricidas estão lagartas, mosca-branca e ácaro-rajado.
Na seção de biológicos, o material lista a inoculação com Bradyrhizobium na semeadura para a fixação de nitrogênio. O quadro traz exemplos de controle de nematoides, lagarta-da-soja e mosca-branca. A consulta a esses produtos também inclui a identificação da cepa.
Na nutrição, a análise do solo serve de referência para a correção e a adubação de base. O boro aparece entre os exemplos para a florada e, ao lado de magnésio e fósforo, no início do enchimento dos grãos. O ajuste depende do diagnóstico e do histórico do talhão.
As janelas de aplicação apresentadas no mapa são ilustrativas. Para cada defensivo, a cultura, o alvo, a dose, a época de aplicação e o intervalo de segurança devem ser conferidos na bula do produto.
Por Leonardo Gottems
06/11/2026 10h09 · Fonte: Agrolink
