Chuvas paralisam a colheita e moinhos indicam até R$ 1.450 por tonelada
A colheita de trigo no Rio Grande do Sul atingiu 60% da área prevista antes de ser interrompida novamente pela chuva. Segundo a TF Agroeconômica, o estado colheu cerca de 1,07 milhão de toneladas, e a estimativa é que 120 mil, ou 11%, atendam ao padrão de moagem.
Os temporais deixaram mais de 100 mm de chuva em várias regiões. Na classificação por peso hectolítrico (PH), 16% do volume colhido ficou no tipo 1, 66% no tipo 2 e 18% no tipo 3 ou fora de tipo. A estimativa para moagem padrão considera número de queda (FN) acima de 250 e teor de desoxinivalenol (DON) de até 2.000. Outras 220 mil toneladas têm qualidade intermediária, com possível aproveitamento de parte dos lotes pelos moinhos, e 730 mil apresentam FN abaixo de 220 e DON acima de 3.500.
Os moinhos indicam de R$ 1.400 a R$ 1.450 por tonelada no interior gaúcho para lotes com FN a partir de 230 e DON de até 2.500. Para exportação como ração, a indicação em Rio Grande foi de R$ 1.220 por tonelada, sobre rodas, com pagamento em 28 de dezembro. Em Passo Fundo, as ofertas para glúten vital ou etanol vão de R$ 1.203 a R$ 1.400 por tonelada entregue, conforme o PH. Em Panambi, o preço do trigo no balcão caiu para R$ 71 por saca.
Em Santa Catarina, a oferta de trigo panificável é restrita. O último negócio citado ocorreu em Campos Novos, a R$ 1.600 por tonelada de trigo tipo 1. No balcão, as referências ficaram entre R$ 72 e R$ 80 por saca nas praças acompanhadas.
No Paraná, moinhos já buscam cotações de trigo importado. A safra é estimada em 2,2 milhões de toneladas, diante de uma necessidade de 3,85 milhões. A consultoria avalia que o déficit deve manter os preços próximos ao custo de importação.
Por Leonardo Gottems
06/11/2026 08h07 · Fonte: Agrolink
