Fórum em Xangai discutiu oportunidades em energia, finanças e agronegócio | Foto: Divulgação/Portos RS
Os setores de eletricidade e petróleo concentram a maior parte do capital chinês investido no Brasil, enquanto cresce o número de projetos na indústria manufatureira, na mineração e na economia digital. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o estoque total alcançou US$ 85,5 bilhões em 2025. O dado foi apresentado no Fórum Empresarial Brasil-China 2026, que reuniu cerca de 300 participantes na quarta-feira (4), em Xangai.
No encerramento, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, defendeu a ampliação dos investimentos e a criação de projetos conjuntos de longo prazo. O diplomata destacou a convergência entre a expansão internacional das empresas chinesas e os esforços brasileiros de reindustrialização e transição energética.
Inovação e sustentabilidade no agronegócio foram tema de um dos três painéis do fórum. Os outros debates trataram de segurança energética, minerais estratégicos, cadeias de suprimento e cooperação financeira. Suzano e COFCO estiveram entre as empresas representadas no evento. Na abertura, Victor Queiroz, representante da ApexBrasil para a Ásia-Pacífico, abordou a possibilidade de ampliar o acesso de produtos brasileiros de maior valor agregado ao mercado chinês.
A cooperação entre estados brasileiros e províncias chinesas também esteve em pauta. O Conselho Chinês para Promoção do Investimento Internacional pretende dedicar uma sessão ao Brasil em uma feira prevista para abril de 2027, em Xangai, com apresentação de oportunidades de investimento e reuniões de negócios. Galvão também mencionou a expectativa de uma nova reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) em 2027.
Por Leonardo Gottems
06/11/2026 11h04 · Fonte: Agrolink
