O texto também prevê a regeneração dos sistemas de produção
Lideranças globais da indústria de alimentos e agricultura avançam em uma iniciativa conjunta para ampliar a adoção da agricultura regenerativa, em um movimento que busca alinhar práticas, indicadores e metas em diferentes elos da cadeia produtiva. A proposta parte do reconhecimento de que os desafios dos sistemas alimentares estão conectados e exigem cooperação para fortalecer a produção agrícola no longo prazo.
ADM, Louis Dreyfus Co. e Moulins Soufflet estão entre as 40 organizações do setor de alimentos e agro que assinaram uma declaração compartilhada de intenção para expandir a agricultura regenerativa. O compromisso está ligado ao Regenerating Together Programme, conhecido como RTP, da Sustainable Agriculture Initiative Platform, a SAI Platform.
Com sede em Genebra, na Suíça, a SAI Platform é uma organização global sem fins lucrativos, formada por membros, que reúne empresas de alimentos e outros agentes para promover e acelerar a agricultura sustentável no mundo. O RTP oferece uma estrutura prática para apoiar a transição da cadeia global de alimentos e bebidas para modelos de agricultura regenerativa.
Segundo Dionys Forster, diretor-geral da SAI Platform, o programa foi desenhado para reunir a indústria em torno da agricultura regenerativa, com flexibilidade para considerar os diferentes contextos agrícolas locais. A declaração, de acordo com ele, estabelece bases para um avanço colaborativo, mensurável e escalável, a partir do alinhamento em resultados e indicadores claros.
A declaração destaca que mudanças climáticas, perda de biodiversidade, degradação do solo, estresse hídrico e pressão sobre a renda dos produtores rurais são desafios interligados. Por isso, o documento aponta a necessidade de ação colaborativa, aprendizado compartilhado e alinhamento ao longo da cadeia de valor.
Entre os pontos apoiados pelos signatários estão a melhoria da funcionalidade dos ecossistemas, incluindo saúde do solo, biodiversidade, gestão da água e resiliência climática. O texto também prevê a regeneração dos sistemas de produção agrícola ao longo do tempo, com melhoria contínua e reconhecimento de diferentes pontos de partida e caminhos de transição.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 02/06/2026 às 02:30h.
