Desde 2020, o volume destruído chega a cerca de 1,6 mil toneladas
Desde 2020, o volume destruído chega a cerca de 1,6 mil toneladas – Foto: inpEV
A destinação final de defensivos agrícolas ilegais retirados de circulação segue como uma das frentes de controle do mercado irregular de insumos no país. Segundo balanço anual da CropLife Brasil, 230 toneladas de defensivos químicos ilegais foram incineradas e destinadas de forma ambientalmente correta em 2025, após apreensões realizadas por órgãos públicos de fiscalização e repressão.
Desde 2020, o volume destruído chega a cerca de 1,6 mil toneladas, resultado de 49 ações de cooperação com a associação. A quantidade acumulada nos últimos seis anos equivale a pouco mais de dois terços de uma piscina olímpica, conforme a entidade.
O total encaminhado à destruição em 2025 ficou 30% abaixo do registrado no ano anterior, quando foram destinadas 330 toneladas. De acordo com Nilto Mendes, gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, a variação acompanha a redução do volume apreendido pelas autoridades no período.
A região Sudeste lidera as apreensões de agrotóxicos falsificados no Brasil, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. Nos casos de contrabando, as regiões Sul e Centro-Oeste concentram a maior parte das ocorrências, especialmente em áreas de fronteira com Argentina e Paraguai. Produtos ilegais não têm eficiência agronômica comprovada e podem causar riscos de contaminação humana e ambiental, além de afetar a produção agrícola nacional.
O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras estima que cerca de 25% do mercado de defensivos agrícolas no Brasil seja ilegal. Para o descarte adequado, os produtos apreendidos passam por manuseio, reacondicionamento, armazenagem e transporte do Depósito de Mercadorias Apreendidas até o local de destruição. A etapa final ocorre em estabelecimentos habilitados, com incineração em temperaturas superiores a 900°C.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 04/06/2026 às 02:59h.
