O robusta também registrou valorização
O mercado futuro de café encerrou uma semana mais curta com forte valorização, especialmente no arábica, em meio à recomposição do prêmio de risco provocada por preocupações com o clima, o ritmo da colheita brasileira e a qualidade dos grãos. Segundo a StoneX, as condições climáticas mais adversas no curto prazo em importantes países produtores, com destaque para Brasil e Vietnã, voltaram a ampliar a cautela entre os participantes do mercado.
As negociações foram reduzidas pelo fechamento da bolsa de Nova York na sexta-feira, dia 3, devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Ainda assim, os contratos futuros acumularam ganhos expressivos no período, refletindo uma mudança na percepção de risco no complexo do café.
No caso do arábica, o contrato com vencimento em setembro de 2026 avançou 10,2% na semana e encerrou cotado a 301,20 centavos de dólar por libra-peso em Nova York. Com esse desempenho, a variedade alcançou o maior patamar dos últimos três meses, em um movimento associado principalmente às preocupações com o atraso da colheita brasileira e possíveis impactos sobre a qualidade.
O robusta também registrou valorização, embora em intensidade menor. O contrato avançou 2,5% na semana e terminou o período cotado a US$ 3.716 por tonelada. O comportamento dos preços reforçou a influência das condições climáticas no curto prazo e a atenção do mercado às principais origens produtoras.
A combinação entre atraso na colheita, preocupações com a qualidade e condições adversas em países relevantes para a oferta internacional voltou, assim, a sustentar um prêmio de risco mais elevado nas cotações do café.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 10/07/2026 às 02:15h.
