Oferta menor mantém mercado firme em SP
O mercado do boi gordo permaneceu firme em São Paulo nesta quinta-feira (10), mesmo com cautela nas negociações. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta controlada sustentou as referências, enquanto as cotações da vaca e da novilha subiram R$ 3,00/@ diante da oferta menor e da procura firme.
A cotação do boi gordo ficou estável na comparação diária. Apesar disso, a oferta controlada manteve o mercado sustentado e evitou pressão sobre as referências.
Para vacas e novilhas, a combinação de oferta limitada e demanda firme resultou em valorização de R$ 3,00/@. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, o desempenho das vendas de carne foi suficiente para dar suporte às cotações.
As escalas de abate atendiam, em média, a nove dias.
Foram registrados negócios acima dos preços correntes, mas de forma pontual. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, essas operações não caracterizavam uma nova referência para o mercado.
No caso da novilha, a alta marcou o segundo dia consecutivo de valorização em São Paulo.
Em Minas Gerais, o mercado também apresentou firmeza. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, a menor oferta e a maior procura por vacas e novilhas sustentaram as cotações.
Na região do Triângulo Mineiro, a cotação da novilha subiu R$ 2,00/@. Os preços do boi e da vaca permaneceram estáveis.
Na região de Belo Horizonte, a cotação da novilha avançou R$ 3,00/@, enquanto as demais categorias não apresentaram mudanças.
Nas regiões Norte e Sul de Minas Gerais, não houve alterações nas cotações.
Para o “boi China”, a cotação subiu R$ 2,00/@. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, o ágio ficou em R$ 5,00/@ nas regiões de Belo Horizonte e Norte e chegou a R$ 8,00/@ no Triângulo Mineiro.
Não há referência para o “boi China” na região Sul de Minas Gerais.
No mercado externo, os embarques de carne bovina in natura apresentaram queda na comparação anual. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, na primeira semana de setembro foram exportadas 40,6 mil toneladas, com média diária de 10,1 mil toneladas.
O volume médio diário ficou 29,1% abaixo do registrado em setembro de 2025. Na comparação com agosto deste ano, porém, houve alta de 8,9% no volume diário exportado.
O preço médio da tonelada ficou em US$ 6,1 mil, praticamente no mesmo nível de agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, entretanto, houve valorização de 9,3%.
O cenário desta quinta-feira combina estabilidade na cotação do boi gordo em São Paulo com valorização das fêmeas e firmeza em parte do mercado mineiro. A oferta controlada e a procura por vacas e novilhas seguem entre os principais fatores de sustentação das referências.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 10/09/2026 às 18:26h.
