Frigoríficos pagam mais para manter escalas
O mercado do boi gordo registrou novas altas em São Paulo nesta quinta-feira (17), mesmo com o arrefecimento da demanda por carne na segunda quinzena do mês. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta enxuta de gado sustentou as cotações, enquanto frigoríficos com necessidade de manter escalas confortáveis aceitaram pagar os valores pedidos.
A disponibilidade de bovinos terminados permanecia limitada, com pecuaristas ajustando o ritmo de vendas às necessidades de caixa. Entre as fêmeas, a oferta era ainda menor que a dos machos, movimento que contribuía para a valorização das categorias e para a redução do ágio entre elas.
Do lado comprador, os frigoríficos mantinham postura cautelosa nas negociações e buscavam controlar os estoques. Ainda assim, as empresas interessadas em manter escalas de abate mais confortáveis pagavam os valores solicitados pelos vendedores.
Na comparação diária, o boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba, enquanto o “boi China” subiu R$ 3,00/@. Com isso, ambas as categorias registraram o segundo dia consecutivo de valorização. A cotação da vaca avançou R$ 5,00/@. Já a novilha abriu o dia estável, após ter registrado alta de R$ 5,00/@ na quarta-feira (16).
Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, as escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, seis dias.
Também foram registrados negócios pontuais acima das referências para o boi gordo e para a novilha. No entanto, as negociações foram poucas e, segundo o informativo, não caracterizavam uma referência de mercado.
Na Bahia, o movimento foi diferente entre as regiões. Na comparação diária, houve alta na cotação da novilha na região Sul, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis, assim como os preços na outra praça baiana acompanhada. Na região Sul da Bahia, a novilha teve valorização de R$ 2,00/@. Para as demais categorias, não houve alteração nas cotações.
No Oeste do Maranhão, a menor oferta de animais provocou alta de R$ 3,00/@ na cotação da novilha. As demais categorias permaneceram com os preços estáveis.
Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, as escalas de abate na região Oeste do Maranhão estavam, em média, programadas para oito dias. O cenário mostra um mercado sustentado principalmente pela oferta restrita de bovinos terminados. Em São Paulo, a menor disponibilidade, especialmente de fêmeas, manteve as cotações em alta mesmo diante de uma demanda mais fraca por carne na segunda metade do mês.
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 17/09/2026 às 16:12h.
