No Brasil, os preços recuaram nas bolsas
No Brasil, os preços recuaram nas bolsas entre o início do ano e agosto. O arábica caiu de US$ 3,57 por libra-peso para US$ 3,37, baixa de 5,6%, enquanto o robusta passou de US$ 4.132 para US$ 3.816 por tonelada, recuo de 7,6%. Após forte correção no primeiro semestre, houve recuperação parcial no terceiro trimestre, com maior volatilidade do arábica.
O atraso da colheita do arábica reduziu temporariamente a pressão de oferta, enquanto a demanda pelo robusta ajudou a sustentar os preços. Também houve diferença entre as bolsas e o mercado físico, já que as oscilações dos contratos futuros não foram repassadas integralmente aos produtores.
As chuvas acima da média histórica, especialmente em julho, dificultaram a colheita e a secagem. Em algumas áreas, grãos ficaram em contato com o solo, o que pode reduzir a qualidade e limitar a oferta de cafés de padrão superior.
Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 20,7 milhões de sacas, 6,4% menos que um ano antes. Em julho, os embarques de arábica verde caíram 8,7%, para 1,8 milhão de sacas, enquanto os de robusta verde avançaram 84,1%, para 851 mil sacas.
A maior oferta deve favorecer a recomposição dos estoques globais e pressionar os preços, embora perdas de qualidade possam ampliar os diferenciais entre lotes. Os Estados Unidos não aplicaram tarifas ao café brasileiro. Já o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia afetou a logística, sem danos significativos às lavouras, podendo abrir espaço para fornecedores alternativos.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 28/08/2026 às 02:59h.
