Mercados são afetados pelo exterior
Os mercados agrícolas iniciaram a sessão com viés negativo para trigo, soja e milho, em um ambiente marcado por ajustes nas bolsas internacionais, feriado no Brasil e atenção ao clima nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados de 4 de junho de 2026, as cotações em Chicago recuavam nos principais contratos, enquanto o mercado físico brasileiro permanecia sem referência por causa do feriado.
No trigo, o contrato julho de 2026 na CBOT operava a US$ 586,50, queda de 0,75 ponto, enquanto dezembro de 2026 recuava 1,25 ponto, a US$ 619,25. Na Europa, os preços seguem em queda com a aproximação da colheita e o aumento das expectativas de oferta. Esse movimento já começa a atrair importadores, como a Tunísia, que lançou nova licitação para compra do cereal. Em Chicago, os fundos de investimento continuam liquidando posições, diante de previsões climáticas favoráveis às lavouras norte-americanas.
Na soja, o contrato julho de 2026 caía 6,75 pontos, a US$ 1.147,25, com farelo e óleo também em leve baixa. A TF Agroeconômica aponta que o mercado deve seguir atento a três frentes principais nas próximas semanas: clima nos Estados Unidos, demanda chinesa e capacidade do Brasil de manter sua liderança nas exportações. O plantio norte-americano avança bem, mas junho e julho serão decisivos para o potencial de rendimento. Ao mesmo tempo, sinais de desaceleração nas importações da China podem ampliar a pressão sobre a oferta global.
No milho, julho de 2026 recuava 4,75 pontos, a US$ 426,75, menor nível desde agosto passado, após queda de quase 12% no último mês. As chuvas previstas em regiões agrícolas dos Estados Unidos reforçam a expectativa de grandes safras de milho e soja. A queda do etanol norte-americano reduz parte do suporte ao cereal, e a venda de 136 mil toneladas para a Coreia não foi suficiente para mudar a tendência.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 04/06/2026 às 09:05h.
