Amorim destacou que o Brasil tem sido favorecido pela migração de investimentos
As mudanças na geopolítica, nas relações comerciais e nos fluxos de investimento estão ampliando os desafios para a cadeia brasileira de proteína animal. Nesse cenário, produtividade e custos seguem relevantes, mas passam a dividir espaço com fatores como regulação, tecnologia e acesso a mercados.
A avaliação foi discutida em encontro promovido pela Kemin com executivos de empresas do setor e participação do economista Ricardo Amorim. Segundo a empresa, episódios como o impasse comercial entre União Europeia e carne brasileira fazem parte de um ambiente internacional mais complexo, marcado por barreiras comerciais e disputas que afetam diretamente a competitividade.
Amorim destacou que o Brasil tem sido favorecido pela migração de investimentos diante de instabilidades em outras economias e pela valorização das commodities. Ao mesmo tempo, avaliou que esse ciclo positivo não deve ser permanente.
Para a Kemin, manter a posição brasileira no mercado global exigirá investimentos contínuos em tecnologia, inovação, biosseguridade, sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência produtiva. A empresa também avalia que a geopolítica passou a integrar de forma definitiva o planejamento estratégico das companhias do setor.
“Mais do que discutir desafios imediatos, buscamos criar um ambiente para compartilhar experiências e construir uma visão estratégica sobre o futuro da proteína animal brasileira. O diálogo entre indústria, especialistas e empresas é essencial para que o setor continue crescendo de forma sustentável e preparado para responder às mudanças do mercado global”, afirma.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 25/08/2026 às 12:50h.
