Na B3, o cereal fechou esta sexta-feira em baixa
O mercado de milho encerrou maio sob pressão, com queda nos contratos futuros, baixa liquidez no mercado físico e compradores ainda cautelosos diante da oferta disponível. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado pela pressão sazonal da colheita do milho safrinha, pela baixa em Chicago e por estoques de passagem confortáveis, que ampliam o poder de negociação dos compradores.
Na B3, o cereal fechou esta sexta-feira em baixa e também acumulou perdas na semana e no mês. A retirada de prêmio de guerra em Chicago, somada ao avanço do plantio americano, reforçou o recuo das cotações. Em maio, a média Cepea caiu 2,99%. As exportações foram robustas, mas não suficientes para sustentar os preços internos no início da colheita da safrinha. O contrato de setembro recuou 0,89% no dia, 2,59% na semana e 5,44% no mês. Em Chicago, as perdas foram de 1,83%, 2,98% e 5,64%, respectivamente.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,76, alta semanal de 0,89%. A colheita alcança 96% da área, mas o frio reduziu o avanço nas áreas tardias e de safrinha. As geadas causaram danos pontuais, sem impacto relevante no potencial produtivo. A silagem chegou a 98% da área colhida.
Em Santa Catarina, a movimentação permanece limitada, com pedidas próximas de R$ 70,00 por saca e demanda ao redor de R$ 65,00. A diferença entre compradores e vendedores dificulta negócios, enquanto a cadeia acompanha custos, oferta de outras regiões e a próxima temporada.
No Paraná, os estoques elevados seguem limitando reações nos preços. As indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta da segunda safra mantém as cotações pressionadas, entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 01/06/2026 às 08:18h.
