Monitoramento e diagnóstico orientam o manejo para preservar os canaviais | Foto: Canva
A Síndrome da Murcha da cana-de-açúcar (SMC) pode reduzir a produtividade, afetar a qualidade da matéria-prima e encurtar a vida útil dos canaviais. Segundo Júlia Veiga, engenheira agrônoma e coordenadora de marketing da Biotrop, a prevenção e a integração de ferramentas de manejo são fundamentais para minimizar os impactos.
Associada a patógenos como o fungo Colletotrichum falcatum, a síndrome pode atingir diferentes variedades. Os prejuízos incluem redução das toneladas de cana por hectare e possíveis perdas no açúcar total recuperável (ATR), com reflexos nos indicadores industriais conforme a severidade da infecção.
Lesões avermelhadas na nervura central das folhas, perda de vigor e alterações nos tecidos internos estão entre os sinais de alerta. O diagnóstico exige avaliação conjunta, pois esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças e desequilíbrios nutricionais. O murchamento, observado em casos mais severos, também pode ter outras causas.
O manejo preventivo envolve monitoramento contínuo e identificação precoce dos sintomas. Os biológicos integram as alternativas de controle de doenças, com diferentes mecanismos de ação voltados à redução da pressão dos patógenos. A estratégia complementa o uso de variedades resistentes, historicamente uma das principais ferramentas de proteção da cultura.
“Com diferentes mecanismos de ação, os biológicos ampliam as possibilidades de manejo, contribuindo para reduzir a pressão dos patógenos e proteger o potencial produtivo do canavial”, destaca Júlia. “Com o uso do Bombardeiro da Biotrop e a correta leitura da realidade da lavoura, o produtor protege o canavial contra a SMC e contra um amplo espectro de ameaças, fortalecendo a plantação e garantindo rentabilidade”, finaliza Júlia.
Por Leonardo Gottems
28/10/2026 00h00 · Fonte: Agrolink
