Planta piloto vai testar formulações e processos para futura produção comercial
O desenvolvimento de defensivos com nanotecnologia terá uma planta piloto para testar formulações voltadas à proteção das lavouras. Segundo a Krilltech, a Finep aprovou cerca de R$ 22,5 milhões em subvenção econômica para o projeto, que busca aumentar a eficiência dos produtos e reduzir impactos ambientais.
Com duração prevista de 36 meses, a iniciativa será desenvolvida com a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A unidade deverá ser instalada no Centro-Oeste, em local ainda não definido.
O trabalho prevê nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas, com o glifosato entre as moléculas que serão estudadas. A proposta é tornar mais eficientes moléculas usadas em defensivos agrícolas e reduzir seus efeitos sobre a microbiota benéfica do solo, que participa da solubilização de nutrientes e do controle de pragas e doenças.
A planta permitirá a fabricação experimental, o aperfeiçoamento das formulações e a validação de processos para uma futura produção comercial. A iniciativa marca a entrada da empresa no mercado de defensivos, utilizando tecnologias protegidas por patentes e desenvolvidas em mais de dez anos de pesquisa.
“Estamos trabalhando para tornar as moléculas utilizadas na proteção das lavouras mais eficientes, sem perder de vista seus efeitos sobre o ambiente. Queremos desenvolver defensivos com melhor desempenho e mais compatíveis com os processos biológicos que sustentam a produtividade agrícola. É uma aplicação dos conhecimentos que acumulamos ao longo de mais de uma década de pesquisas”, explica Marcelo Rodrigues. Ele é CEO da Krilltech e professor da Universidade de Brasília (UnB), onde responde pela pesquisa.
Por Leonardo Gottems
29/10/2026 14h49 · Fonte: Agrolink
