O ritmo mais intenso das vendas externas reduziu a estimativa de estoque
A produção brasileira de algodão deve crescer na safra 2025/2026, impulsionada por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. A nova estimativa aponta também para exportações recordes em 2026, com forte desempenho no primeiro semestre e redução dos estoques de passagem.
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão revisou a projeção da safra de 3,955 milhões para 4,006 milhões de toneladas. Se confirmada, será a segunda maior produção da história do país, atrás apenas das 4,260 milhões de toneladas registradas em 2024/2025. O avanço de cerca de 51 mil toneladas é atribuído principalmente ao clima favorável em Mato Grosso e na Bahia.
As exportações do primeiro semestre de 2026 foram elevadas de 1,600 milhão para 1,827 milhão de toneladas, o maior volume já registrado para o período. Para a segunda metade do ano, a previsão recuou de 1,610 milhão para cerca de 1,557 milhão de toneladas. No acumulado de 2026, os embarques devem somar 3,359 milhões de toneladas, acima das 3,210 milhões projetadas em abril e em nível recorde.
O ritmo mais intenso das vendas externas reduziu a estimativa de estoque ao fim de junho, de 934 mil para 708 mil toneladas. Para dezembro, a projeção caiu de 2,910 milhões para 2,794 milhões de toneladas. A Anea relaciona a redução à competitividade do produto brasileiro, à demanda do mercado e ao desempenho da comercialização.
A projeção para a safra 2026/2027 também subiu, de 3,870 milhões para 3,960 milhões de toneladas. A estimativa considera preços mais atrativos e aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes. Para 2027, as exportações são previstas em 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,563 milhão no segundo, embora a entidade avalie que ainda seja cedo para definir um volume anual.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/06/2026 às 02:30h.
