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Soja: Momentos de alta pedem vendas graduais

No caso da safra futura, a recomendação é considerar proteção parcial das margens

O mercado da soja atravessa um momento de maior cautela, com sinais opostos entre o cenário internacional e o ambiente doméstico. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação central é reforçar a gestão de risco e evitar decisões concentradas, diante da volatilidade em Chicago e da sustentação mais firme dos preços no Brasil.

Para os agricultores com soja disponível, a orientação é aproveitar momentos de alta para realizar vendas graduais. A concentração das negociações em um único período deve ser evitada, já que o mercado externo segue pressionado pela melhora do clima nos Estados Unidos, pela ausência de compras chinesas mais expressivas e pela liquidação de posições por fundos de investimento. O câmbio também precisa ser acompanhado de perto, pois pode compensar parte das perdas registradas na Bolsa de Chicago.

No caso da safra futura, a recomendação é considerar proteção parcial das margens. A estratégia inclui travar custos e parte da produção quando houver oportunidades de alta, sem comprometer grandes volumes enquanto Chicago estiver próximo de suportes importantes. O contrato rompeu regiões relevantes, perdeu força após frustrar expectativas de compras chinesas e testa a faixa de US$ 11,20 por bushel, com tendência baixista no curto prazo.

Para cooperativas e tradings, a TF Agroeconômica indica intensificar estratégias de hedge, diante da elevada volatilidade internacional. As quedas em Chicago podem abrir espaço para originar volumes no mercado interno, mas a evolução da demanda chinesa deve seguir no radar, por continuar sendo o principal fator capaz de estimular uma recuperação mais consistente.

Entre indústrias e processadoras, a queda simultânea da soja, do farelo e do óleo melhora temporariamente as margens de aquisição. Ainda assim, compras escalonadas permanecem como a estratégia mais prudente. O mercado brasileiro segue estruturalmente mais forte que Chicago, apoiado pela preferência da China pela origem brasileira, exportações elevadas, demanda doméstica firme e consumo crescente de biodiesel, o que limita oportunidades de compra muito abaixo dos níveis atuais.
 

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 08/06/2026 às 06:40h.

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