Com chuvas limitando operações, produtores avaliam custos e condições de venda
A soja sustenta preços nos portos do Sul e sobe em Mato Grosso, enquanto as chuvas interferem no plantio. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar e dos contratos em Chicago ainda não foi repassada de maneira uniforme às cotações do mercado físico.
No Rio Grande do Sul, a referência da soja disponível no porto de Rio Grande permaneceu em R$ 160 por saca. A Conab aponta 11% da área semeada, e a umidade condiciona a entrada das máquinas. Para quem avalia vender, o preço portuário precisa ser comparado aos gastos com frete e eventuais descontos.
Em Santa Catarina, o plantio chegou a 19,3%, mas solos saturados e a colheita atrasada do trigo restringem os trabalhos. São Francisco do Sul manteve a indicação de R$ 161 por saca. No Paraná, Paranaguá repetiu R$ 159, enquanto Maringá ficou em R$ 152. No Oeste paranaense, 99,17% da área já foi plantada, embora excesso de chuva, frio e pouca radiação retardem o desenvolvimento das lavouras. Palotina registrou 167 milímetros no último fim de semana.
Em Mato Grosso do Sul, 68% da área foi semeada. As precipitações dificultam tanto o plantio restante quanto os manejos preventivos. Dourados indicou R$ 145 por saca, Maracaju R$ 144 e Chapadão do Sul R$ 142, em condições comerciais distintas.
Já Mato Grosso registrou valorização de R$ 0,45 a R$ 0,55 por saca nas cinco praças acompanhadas pelo Imea. Rondonópolis chegou a R$ 140,20 e Sorriso a R$ 134,40. A Conab estima plantio em 90,8%, com bom desenvolvimento vegetativo na maior parte das áreas. A comparação das cotações da soja e das condições do tempo auxilia as decisões, mas o resultado depende do frete, dos prazos e da situação de cada lavoura.
Por Leonardo Gottems
05/11/2026 06h57 · Fonte: Agrolink
