As escolas Professora Amélia de Oliveira Silva e José Salmen Hanze, de Rondonópolis, escolheram a adoção do modelo cívico-militar. As duas unidades de ensino realizaram consultas públicas nesta quarta (25) e quinta (26). Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).
Conforme a secretaria, a votação foi realizada de forma secreta, com participação de pais, responsáveis legais e estudantes maiores de 16 anos matriculados nas unidades escolares, conforme os procedimentos previstos em edital.
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Ao todo, 18 escolas regulares da rede estadual de ensino passaram por consulta pública esta semana em todo o Estado e aprovaram a transformação para o modelo cívico-militar, ampliando para 188 o número de unidades com esse formato de gestão em Mato Grosso.
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Em Rondonópolis, com mais as duas escolas optando pela conversão ao modelo, a cidade chega a um total 14 escolas estaduais com gestão cívico-militar. No final de fevereiro, cinco escolas optaram pela adoção do modelo em Rondonópolis – Domingos Aparecido dos Santos, Professora Stela Maris Valeriano da Silva, Ramiro Bernardo da Silva, Silvestre Gomes Jardim e José Moraes.
Outras sete escolas já contam com o modelo implantado – Professora Edith Pereira Barbosa; Professora Eunice Souza dos Santos; Francisca Barros de Carvalho; Professora Maria Elza Ferreira Inácio; Joaquim Nunes Rocha; Marechal Dutra; e, Elizabeth de Freitas Magalhães.
Somente duas escolas da cidade, até agora, disseram “não” para a mudança – Daniel Martins de Moura e Major Otávio Pitaluga.
A Secretaria de Educação reitera que a adesão ao modelo não altera o currículo escolar nem interfere na proposta pedagógica das unidades. A condução pedagógica permanece sob responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores da rede estadual, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
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As mudanças ocorrem na esfera administrativa e disciplinar, com a atuação de militares da reserva em frentes como organização do ambiente escolar, controle de acesso, promoção de atividades cívicas e fortalecimento de valores como disciplina e hierarquia.
A Seduc observa, ainda, que a efetivação da conversão de cada unidade dependerá da conclusão do processo de contratação e designação dos militares que irão compor a equipe cívico-militar, conforme as normas regulamentares vigentes.
Fonte jornal a tribuna de Rondonopolis
