Só Notícias (foto: reprodução – atualizada 21:29h)
06/08/2026 19:22
O ex-governador Mauro Mendes se pronunciou, há pouco, sobre a Operação Heritage da Polícia Federal, que investiga o acordo feito pelo Governo do Estado com a operadora de telefonia OI, de R$ 308 milhões. Mauro foi um dos alvos de buscas e apreensões em sua casa e na empresa de seus familiares. “Esse assunto é relativo a um acordo que a Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso fez com a empresa Oi. Em 2009, o Estado bloqueou dinheiro da empresa por cobrança de impostos, e depois de muitos anos o Estado perdeu na Justiça essa ação e, obviamente, teve que devolver o dinheiro. O valor corrigido de 2009 a 2024 seria quase R$ 580 milhões. A Procuradoria fez um acordo para encerrar o processo e devolver R$ 308 milhões. Esse acordo passou por diversos procuradores e foi homologado pela Justiça, analisado como legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Portanto, o pagamento feito pelo Governo do Estado foi totalmente correto e dentro da lei. Os fundos que receberam o recurso não têm nenhuma relação comigo ou com membros da minha família”, afirmou.
“Em 2014, quando eu era prefeito de Cuiabá ocorreu uma busca e apreensão na minha casa. Eu e minha família sofremos uma grande humilhação. Os bancos cortaram o crédito das minhas empresas, perdi cartão de crédito, contratos com clientes e fornecedores, e entramos em Recuperação judicial. Quase “quebrei” por conta disso. Em 2017, três anos depois, a mesma Polícia Federal que entrou na minha casa fez um parecer favorável a mim, alinhado com o Ministério Público Federal, e a Justiça arquivou o processo, pois concluiu que eu não havia feito nada de errado. Agora novamente recebi uma visita da Policia Federal em minha casa, na empresa da minha família e também em outros lugares. Na minha casa foram apenas para pedir o passaporte”, acrescentou. Mauro ponderou que “essas investigações podem demorar anos e as eleições serão em 60 dias, mostrando que os nossos adversários políticos têm clara intenção de fazer disso um instrumento ppara tentar me prejudicar minha candidatura, que é a líder nas pesquisas. Defendo que investiguem à vontade. Não fiz nada de errado ou ilegal e tenho certeza que a Procuradoria Geral do Estado também não.
Mauro disse também que “hoje os candidatos ao Senado Janaina Riva e Pedro Taques fizeram denúncias há mais de um ano sobre isso, criando narrativas falsas. Pedro Taques já foi membro do Ministério Público Federal e usou da sua experiência e relacionamentos para conseguir, com muitas mentiras e malandragem processual, induzir as autoridades a abrir uma investigação. O relatório feito pela Policia Federal, que embasou a investigação, é um verdadeiro “copia e cola” da denúncia de Pedro Taques. Nos últimos meses, meus adversários políticos Pedro Taques, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos estiveram em Brasília fazendo algumas pressões, e anunciando que em breve aconteceria esta operação. Isso está comprovado, inclusive, por diversas declarações que estes mesmos atores políticos lançaram na imprensa”, acrescentou o ex-governador.
Mauro expôs ainda que “há 7 dias, o senador Jayme teve o projeto de candidatura a governador rejeitado pela maioria do União Brasil. Há 3 dias, Taques foi confirmado como candidato a senador pelo grupo do PT, aliado ao senador Carlos Fávaro, ex-ministro do Governo do PT, que é especialista em perseguir adversários e assassinar reputações, igual fizeram com o Bolsonaro ou com qualquer um que ameace os projetos deles. Há 2 dias, Janaína Riva foi rejeitada como candidata a vice do Otaviano Pivetta. Logo após nosso grupo ter rejeitado todo esse povo da velha política que há décadas vem fazendo mal pro povo de Mato Grosso, temos uma operação como essa, faltando 60 dias para as eleições. É brincar com a inteligência do povo mato grossense. Como nossos adversários têm acesso e sabem até a data de deflagração de uma operação que está dentro do Supremo Tribubal Federal e é considerada sigilosa?”, questionou.
Ainda segundo Mauro, “solicitamos a cópia do processo e até o momento não conseguimos, mas alguém milagrosamente conseguiu e distribuiu isso para toda a imprensa. A verdade é uma só: as informações que o Pedro Taques fabricou pra motivar essa operação são falsas. É lamentável ver adversários que não fizeram nada pela população, que tiveram mandatos marcados por prisões, incompetência, Grampolândia, que não conseguiram nem levar água para Várzea Grande, estejam tão desesperados que precisam recorrer a esse tipo de sacanagem política pra tentar compensar a falta de resultados para a população. É a velha política da sujeira, da mentira, que ataca a família, que não respeita nada e faz de tudo pelo poder, com inveja do grande resultado que o nosso Governo fez por Mato Grosso”.
Mauro Mendes declarou também que “confio em Deus e confio na Justiça. Podem investigar o quanto quiserem, porque eu vou colaborar com tudo e não tenho nada a temer. Já vivi isso antes e tenho certeza que, assim como em 2014, tudo vai ser esclarecido. Não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar o nosso projeto de trabalhar pelos mato-grossenses e pelos brasileiros. Vou lutar com todas as minhas forças para que políticos malandros, medíocres e mentirosos não voltem a dominar o nosso Estado”.
Mauro, sua esposa Virginia Mendes, seus filhos, o deputado Fabio Garcia, seu pai, Roberto Garcia, o secretário mauro Carvalho Junior o desembargador Ricardo Almeida, o conselheiro Ulysses Rabaneda, diversos empresários e empresas são investigados. Houve mandados de buscas e apreensões, tiveram sigilos bancários e fiscal quebrados, passaportes proibidos por ordem do ministro do STF Flávio Dino. Também houve buscas na Procuradoria Geral do Estado.
Mauro Carvalho negou as acusações expondo que á época do acordo celebrado não ocupava cargo público. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) “confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido”.
O deputado Fabio Garcia disse que não houve buscas e apreensões em sua casa e negou qualquer envolvimento com o caso.
O Tribunal de Justiça esclarece que, em relação à Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, não houve ação na sede do Poder Judiciário Estadual. No âmbito da operação, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, citado na investigação, informou que seu passaporte foi retido”
Ulisses Rabaneda disse que o caso refere-se a quando “atuava antes de se licenciar da profissão para assumir o cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), importa esclarecer que sua relação com os fatos apurados decorre exclusivamente da sua atuação como advogado”, “foi contratado para prestar serviços jurídicos nas tratativas que resultaram em acordo envolvendo crédito da companhia Oi S.A. perante o Estado” e “os honorários recebidos pela atuação profissional decorrem de regular contrato escrito e devidamente declarados.
