Depois de um período impulsionado por super safras agrícolas e pelo aquecimento da demanda doméstica, a economia brasileira deverá entrar em uma fase de expansão mais moderada em 2027, afirma o mais novo relatório Brasil – Cenário Regional, divulgado pelo Departamento Econômico do Banco Santander.
Ainda assim, alguns estados devem continuar crescendo acima da média nacional, principalmente aqueles ligados à mineração, à agropecuária e a novos investimentos em infraestrutura.
O relatório destaca que as projeções medem o crescimento em relação ao percentual do PIB estadual, não o tamanho absoluto das economias, o que significa que estados menores podem liderar o ranking de crescimento mesmo tendo um PIB muito inferior ao de grandes economias.
De forma geral, o PIB brasileiro deve crescer cerca de 1% em 2027, afirma o estudo, mas algumas unidades da federação poderão registrar taxas próximas ou superiores a 2%.
As projeções mostram um forte protagonismo da Região Norte, com expansão de 3,05% do PIB para Roraima em 2027. Em seguida vêm Tocantins, com expansão projetada de 2,86%, Mato Grosso (2,70%), Amazonas (2,50%), Pará (2,25%), Acre (2,23%) e Amapá (2,09%).
Segundo o Santander, o desempenho dessas economias está relacionado à maior participação de atividades primárias, como agropecuária e mineração, além da expansão da indústria extrativa em alguns estados.
O banco destaca que, nos últimos anos, localidades ligadas à extração mineral e energética apresentaram resultados superiores à média nacional.
Os estados brasileiros com maior crescimento projetado para 2027
| Posição | Estado | Crescimento do PIB (%) |
| 1º | Roraima | 3,05 |
| 2º | Tocantins | 2,86 |
| 3º | Mato Grosso | 2,70 |
| 4º | Amazonas | 2,50 |
| 5º | Pará | 2,25 |
| 6º | Acre | 2,23 |
| 7º | Amapá | 2,09 |
| 8º | Rondônia | 1,86 |
| 9º | Santa Catarina | 1,83 |
| 10º | Maranhão | 1,79 |
Mesmo após o fim do impulso proporcionado pela supersafra de 2025, o Centro-Oeste continua entre as regiões mais dinâmicas do país. Além de Mato Grosso, aparecem Mato Grosso do Sul (1,71%) e Goiás (1,62%), com desempenho ligado ao agronegócio e a cadeias industriais de alimentos, biocombustíveis e logística.
Já para o Nordeste, os maiores crescimentos projetados são os de Maranhão (1,79%), Piauí (1,76%) e Paraíba (1,69%), todos acima da média brasileira.
Na outra ponta aparecem Bahia (0,52%), Pernambuco (0,77%) e Rio Grande do Norte (0,82%), estados que deverão crescer abaixo da média nacional, segundo o relatório.
Entre os estados do Sul, o destaque é Santa Catarina, com crescimento previsto de 1,83%, figurando entre os dez maiores do país.
Já Paraná (0,84%) e Rio Grande do Sul (0,54%) apresentam perspectivas mais modestas.
No Sudeste, nenhum estado aparece entre os líderes nacionais. As projeções indicam crescimento de 1,24% para o Espírito Santo, 0,99% para Minas Gerais e São Paulo e apenas 0,30% para o Rio de Janeiro, o menor índice entre todos os estados brasileiros analisados.
Revista Fórum/Anne Evelin
