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CUIDADO COM A SAÚDE: :Tosse, chiado e falta de ar; saiba quando o clima seco exige atendimento médico


Reprodução

Vithória Sampaio/Gazeta Digital

Em Mato Grosso, o período seco costuma ocorrer entre maio e setembro, sendo os meses de julho, agosto e setembro os mais críticos em relação à baixa umidade do ar e às queimadas.

Com a chegada do período de estiagem, a baixa umidade do ar volta a preocupar em decorrência dos problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Em entrevista ao GD, a médica pneumologista Paula Miranda explicou os principais impactos do clima seco na saúde dos pulmões e fez um alerta sobre os cuidados necessários e alerta para os sinais que exigem mais atenção e atendimento médico.

Gazeta Digital – Quais são os principais efeitos da baixa umidade do ar nos pulmões e por que algumas pessoas sentem mais os impactos do que outras?

Paula Miranda – As nossas vias aéreas (desde o nariz até os bronquíolos dentro dos pulmões) apresentam muco lubrificante, capaz de proteger o corpo de microrganismos e partículas inaladas. Quando a umidade do ar cai, há um ressecamento dessas vias aéreas, prejudicando os mecanismos de defesa naturais do corpo. Como consequência, podem haver mais quadros infecciosos, tosse seca ou até mesmo sangramento nasal.

Gazeta Digital –  Durante os períodos de clima seco, por que aumentam as crises de asma, bronquite, rinite e outras alergias respiratórias? Quais são os sintomas que merecem mais atenção?

Paula Miranda – Aqueles pacientes mais alérgicos tendem a sentir mais as mudanças da umidade e temperatura, porque existe uma tendência de termos mais poeira, poluentes e alérgenos em suspensão no ar, que costumam desencadear crises de rinite ou asma.


Os principais sintomas quando pensamos em asma/bronquite seriam tosse seca frequente, que pode piorar à noite, chiado, falta de ar ou pressão no peito para respirar. Quando pensamos em rinite alérgica, espirros frequentes, congestionamento nasal, coceira no nariz.Além disso, é preciso ficar alerta para casos de febre ou tosse produtiva, que pode significar um quadro infeccioso associado.

Gazeta Digital – Quais medidas podem ajudar a proteger as vias respiratórias e prevenir o agravamento dessas doenças durante a baixa umidade, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas?

Paula Miranda – Utilizar o umidificador de ar, principalmente nos dias mais secos. Hidratar-se, pois ajuda a preservar a umidade das vias aéreas. Manter os ambientes limpos e bem ventilados, evitando exposição à fumaça, seja do cigarro ou às queimadas. Para aqueles com doenças pulmonares, não deixar de usar suas medicações inalatórias e, caso haja piora dos sintomas, não hesitar em buscar ajuda médica.

Gazeta Digital –  Como diferenciar um desconforto respiratório causado pelo ar seco de um quadro que exige avaliação médica imediata? Quais são os sinais de alerta?

Paula Miranda – O desconforto respiratório causado pelo ar seco costuma ser leve e inclui o ressecamento nasal e da garganta, tosse seca esporádica e, ocasionalmente, sangramentos nasais que costumam melhorar conforme você se hidrata mais e utiliza o umidificador. Em contrapartida, aqueles casos com tosse seca frequente, chiado no peito, falta de ar, febre ou dor no peito merecem avaliação médica e são sinais de alerta.

Gazeta Digital –   Quando uma pessoa com asma, bronquite, rinite ou alergias deve procurar atendimento médico, e em quais situações é importante buscar um serviço de urgência sem esperar os sintomas melhorarem?

Paula Miranda:  Os asmáticos, pneumopatas ou aqueles com rinite e alergias costumam conhecer seus sintomas e devem procurar auxílio médico quando os sintomas estiverem piores, ou seja, quando houver piora da tosse, chiado no peito, dor para respirar, falta de ar. Isso é perceptível quando os pacientes precisam utilizar mais as medicações de resgate, o que é um sinal de alerta de que a doença não está controlada.

Para finalizar, a médica alertou que o atendimento de urgência deve ser procurado imediatamente quando houver falta de ar intensa e progressiva, dificuldade para falar frases completas, dor ou aperto importante no peito, coloração arroxeada dos lábios ou das extremidades, confusão, sonolência excessiva ou ausência de melhora após o uso da medicação de resgate prescrita. Esses são sinais de gravidade e não devem ser negligenciados.

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