Em Santa Catarina, o mercado apresentou estabilidade
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes regionais de preços, redução da oferta e expectativas mais otimistas para a próxima safra. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, produtores e moinhos acompanham um cenário de menor disponibilidade futura do cereal, enquanto negociações seguem pontuais nos principais estados produtores.
No Rio Grande do Sul, os negócios para trigo branqueador ocorreram na faixa de R$ 1.450 por tonelada, enquanto o trigo pão ficou entre R$ 1.350 para julho e R$ 1.370 para agosto. A semana foi considerada movimentada para trigo de melhor qualidade. Para a safra nova, vendedores elevaram as pedidas diante da redução de área cultivada, com ofertas chegando a R$ 1.500 para setembro, embora sem fechamento de negócios.
A consultoria aponta que a combinação de menor área plantada e redução no uso de tecnologia pode derrubar a produção brasileira para cerca de 6,5 milhões de toneladas em 2027, elevando as importações para 6,75 milhões de toneladas. Com isso, os preços internos tendem a se aproximar da paridade internacional, cenário visto como positivo para os produtores que mantiverem o cultivo neste ano.
Em Santa Catarina, o mercado apresentou estabilidade, com negociações realizadas conforme a necessidade imediata dos compradores. O trigo catarinense avançou para valores entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto os preços ao produtor oscilaram de acordo com a demanda regional. Já no Paraná, a concorrência no mercado de farinhas limitou novos aumentos no preço do grão. As negociações mais recentes ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado, enquanto vendedores seguem buscando valores próximos de R$ 1.500. As referências para a safra nova no Paraná ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para embarques em setembro, com expectativa de alta nas próximas semanas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 02/06/2026 às 07:51h.
