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Drones agrícolas entram no foco regulatório

O crescimento da tecnologia tornou inevitável a aproximação entre as entidades

O avanço dos Drones agrícolas em diferentes regiões tem ampliado a necessidade de diálogo sobre regras, segurança operacional e políticas públicas para o uso da tecnologia no campo. A discussão envolve a busca por marcos regulatórios claros, capazes de acompanhar a expansão da ferramenta sem comprometer a segurança das operações.

Entidades aeroagrícolas do Brasil, dos Estados Unidos e de outros cinco países das Américas formalizaram, no último dia 28, uma cooperação para troca de informações sobre regulamentação, certificação de operadores, requisitos de segurança, treinamento e fiscalização. A iniciativa reúne instituições das Américas do Norte, Central e Sul e tem como foco inicial o uso responsável dos drones agrícolas.

Para o diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, o crescimento da tecnologia tornou inevitável a aproximação entre as entidades representativas da aviação agrícola no continente. Segundo ele, não há resistência à adoção dos drones. A avaliação é de que a ferramenta pode aumentar a eficiência das operações, ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais e facilitar o acesso de pequenos agricultores às tecnologias de precisão.

Além do Sindag, participam da cooperação a Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos, a Associação Canadense de Aviação Agrícola, a Federação Argentina de Câmaras Agroaéreas, a Associação Nacional das Empresas Privadas Aeroagrícolas do Uruguai, a Federação de Associações de Pilotos e Proprietários de Aviões Agrícolas da República Mexicana e a Associação de Aviação Agrícola do Paraguai.

As conversas entre instituições das três Américas ocorrem desde o ano passado e acompanham um movimento observado também em outras regiões. A União Europeia tem demonstrado interesse crescente pelo tema, com países regulamentando a tecnologia para melhorar a produtividade e as condições em pequenas propriedades. A China incorporou os drones ao seu principal plano estratégico para a agricultura, enquanto Filipinas e outros países asiáticos discutem acessibilidade com responsabilidade.

No continente americano, o Canadá trabalha em uma regulamentação específica, enquanto a entidade norte-americana criou um comitê interno e uma campanha de boas práticas. A preocupação ganhou força após pesquisa indicar que mais de 20% dos pilotos agrícolas entrevistados já haviam identificado drones próximos de operações aéreas.

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 15/06/2026 às 14:07h.

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