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Praga que ameaça os citros perde força: Entenda

A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide

Estratégias de controle biológico vêm apresentando resultados positivos no combate a uma das principais ameaças à citricultura mundial. O avanço mais recente foi registrado em Chipre, onde o monitoramento indica redução significativa das populações do psilídeo asiático dos citros, inseto responsável pela disseminação da bactéria associada ao greening, ou HLB.

Os resultados foram apresentados pelo Instituto Valenciano de Pesquisas Agrárias (IVIA) durante reuniões com autoridades cipriotas. As discussões envolveram a evolução do programa, as ações de monitoramento e a cooperação para evitar a entrada da doença na região do Mediterrâneo.

O psilídeo Diaphorina citri foi identificado em Chipre em 2023, marcando a primeira confirmação da praga na União Europeia. A partir disso, o país iniciou um programa de erradicação e monitoramento em parceria com o IVIA. Como as plantas cítricas estão espalhadas por pomares comerciais, jardins, áreas urbanas e espaços recreativos, avaliou-se que o controle químico isolado não seria suficiente.

A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide Tamarixia radiata. O programa começou em 2024 com apoio do governo de Chipre, do Instituto de Pesquisa Agrícola do país, da Universidade da Califórnia em Riverside, do Departamento de Agricultura e Alimentação da Califórnia e de outras organizações científicas.

As primeiras liberações ocorreram em quatro regiões produtoras. O pesquisador Alberto Urbaneja coordenou missões de acompanhamento entre 2023 e 2026. Em julho de 2024, alguns pomares apresentavam 100% dos brotos infestados, evidenciando a ampla disseminação da praga.

Em outubro de 2025, o monitoramento mostrou forte redução das populações e elevados índices de parasitismo. Em uma das áreas mais afetadas, o nível superou 90%. A avaliação mais recente, concluída em maio de 2026, apontou nova queda da praga, com a maioria dos pomares sem colônias ativas. O IVIA destaca que a continuidade do monitoramento será fundamental para preservar os resultados e impedir a chegada do HLB ao Mediterrâneo.

Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/06/2026 às 02:59h.

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