A escolha deve considerar o nutriente que será fornecido
A escolha deve considerar o nutriente que será fornecido – Foto: Pixabay
A eficiência da adubação não depende apenas da aplicação de nutrientes, mas também das condições que determinam sua disponibilidade para absorção pelas plantas. A avaliação é de Guilherme Ceccherini, engenheiro agrônomo e doutor em fitotecnia, que destaca o papel dos quelatos na manutenção de determinados nutrientes em formas mais estáveis e disponíveis. Fatores como pH, fixação no solo, precipitação e interações químicas podem reduzir o aproveitamento dos elementos aplicados e comprometer a eficiência nutricional no campo.
Entre os principais quelatos utilizados na agricultura está o EDTA, reconhecido pela boa relação entre custo e benefício e pela ampla utilização com micronutrientes. O DTPA apresenta maior estabilidade que o EDTA, especialmente em uma faixa mais ampla de pH. Já o EDDHA e o EDDHSA se destacam pela elevada estabilidade, principalmente no fornecimento de ferro em condições de pH elevado e em solos calcários.
O HEDTA aparece como alternativa para diferentes micronutrientes, com estabilidade intermediária. Os aminoácidos também são usados em formulações foliares e produtos especiais, podendo favorecer a absorção e a eficiência nutricional.
Ceccherini ressalta, porém, que não existe um quelato universalmente superior. A escolha deve considerar o nutriente que será fornecido, o pH do solo ou da solução, a cultura, a via de aplicação, o objetivo da adubação e o custo. Na prática, o conhecimento sobre a química dos quelatos permite decisões mais precisas no manejo nutricional, com potencial para reduzir perdas e melhorar o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 19/08/2026 às 06:22h.
