Na Bolsa de Chicago, a soja registra forte queda nesta manhã
A abertura dos mercados nesta segunda-feira (26) é marcada por forte volatilidade financeira no Brasil e oscilações nas cotações internacionais dos grãos. Segundo a TF Agroeconômica, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma reação negativa nos ativos brasileiros, enquanto a desvalorização do real pode trazer consequências para as exportações agrícolas.
O ETF EWZ, que acompanha ações brasileiras nos Estados Unidos, chegou a recuar mais de 25% no pré-mercado. A movimentação também elevou a preocupação com possíveis interrupções das negociações na B3. No agronegócio, o real mais fraco favorece a competitividade das exportações e pode estimular as vendas de soja, ampliando a pressão sobre os preços internacionais.
Na Bolsa de Chicago, a soja registra forte queda nesta manhã. O contrato para novembro é negociado próximo de US$ 12,42 por bushel, desvalorização de 1,32%. O movimento ocorre após os ganhos de sexta-feira, sustentados pelas exportações norte-americanas e pelos preços do petróleo. A retomada das compras chinesas e as próximas sinalizações do Federal Reserve seguem no radar.
O trigo apresenta movimento contrário, com valorização de 0,24% e contratos para dezembro próximos de US$ 6,27 por bushel. As dificuldades de competitividade das exportações dos Estados Unidos limitam os ganhos, enquanto o conflito entre Rússia e Ucrânia mantém incertezas sobre os embarques pelo Mar Negro. No Brasil, a escassez de trigo de boa qualidade sustenta os preços e eleva os custos da farinha.
Já o milho recua 0,38%, com o contrato para dezembro cotado em torno de US$ 4,54 por bushel. A oferta abundante e o avanço da colheita norte-americana pressionam as cotações, apesar de uma venda de 116 mil toneladas para destino não revelado sinalizar demanda externa.
Por Leonardo Gottems
26/10/2026 10h38 · Fonte: Agrolink
