No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual
O cenário econômico combina sinais de alívio no ambiente externo com cautela em relação aos juros, ao câmbio e ao ritmo da atividade doméstica. Segundo o Rabobank, o acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar formalmente o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz reduz os prêmios de risco, embora questões de segurança ainda possam atrasar a normalização do fluxo de energia.
Nos Estados Unidos, o comitê de política monetária manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, retirou a orientação futura e adotou tom mais duro diante das incertezas. Mesmo com projeções que admitem elevações à frente, o cenário-base da consultoria prevê estabilidade das taxas ao longo de 2026.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, e voltou a condicionar os próximos passos aos dados. A avaliação é de que a trajetória dos juros levaria a inflação para baixo da meta no primeiro trimestre de 2028. A expectativa é de novo corte de 0,25 ponto em julho, com projeções de Selic em 13,25% ao fim de 2026 e 11,25% em 2027.
A atividade mostrou aceleração em abril, com alta de 0,51% do IBC-Br na comparação mensal, mas a perspectiva para 2026 segue fraca. No varejo restrito, as vendas caíram 1,5% no mês, interrompendo uma sequência positiva. No varejo ampliado, o recuo foi de 0,7%.
O dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,1509, com desvalorização de 1,81% do real. A projeção aponta a moeda americana a R$ 5,35 no fim do ano, diante do menor diferencial de juros, da possível recuperação global do dólar e do quadro fiscal doméstico em ano eleitoral. A agenda inclui a ata do Copom, o relatório de política monetária, o IPC-15 de junho e os dados de conta-corrente.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 22/06/2026 às 18:32h.
