A expectativa é de que esse efeito chegue ao varejo
A competitividade do etanol segue elevada em várias regiões paulistas, embora a recente alta do combustível na origem possa começar a alterar gradualmente esse cenário. Segundo Marcio Bittencourt, fundador da Modde.app, os dados mais recentes da ANP mostram paridade média de 56,9% em São Paulo entre 9 e 15 de agosto, relação calculada pela divisão do preço do etanol pelo preço da gasolina.
As menores paridades aparecem em Presidente Prudente, com 47,8%, e Araçatuba, com 48,4%. São José do Rio Preto registra 51,5%, enquanto Marília e Assis estão em 52,3%. Ribeirão Preto aparece com 53,2%, Bauru com 53,9% e Araraquara com 54,3%. Em outras áreas, os percentuais são mais altos: Piracicaba tem 57,0%, Litoral Sul 57,5%, Campinas 57,7%, Vale do Paraíba 59,6% e Itapetininga 60,5%.
Bittencourt avalia que o quadro atual ainda não incorpora integralmente a alta recente dos preços no produtor. Nas últimas semanas, o etanol avançou cerca de R$ 200 por metro cúbico na origem, movimento que ainda não apareceu com a mesma intensidade nas bombas. Isso ocorre porque existe um intervalo entre o reajuste no produtor e sua transmissão ao consumidor.
A expectativa é de que esse efeito chegue ao varejo e reduza parte da competitividade observada nesta safra, sem necessariamente provocar uma mudança estrutural. Para quem já optou pelo etanol, a elevação pode não ser suficiente para alterar a decisão de abastecimento. O impacto pode ser maior entre consumidores ainda indecisos, especialmente se houver redução no número de postos com etanol abaixo de R$ 4,00 por litro em São Paulo. As próximas pesquisas devem indicar se essa perda gradual de vantagem será suficiente para frear a adesão de novos consumidore
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 26/08/2026 às 02:59h
